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| Materyal Türü: | Recurso digital |
| Dil: | Portekizce |
| Baskı/Yayın Bilgisi: |
Zenodo
2025
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| Konular: | |
| Online Erişim: | https://doi.org/10.5281/zenodo.17897821 |
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| _version_ | 1866901176898813952 |
|---|---|
| author | Delagnolo, Deise Pricila |
| author_facet | Delagnolo, Deise Pricila |
| contents | <p><span lang="PT">Este artigo analisa o modo como o poder psiquiátrico, descrito por Michel Foucault, pode ser compreendido como um dispositivo histórico de injustiça hermenêutica, conforme a conceituação de Miranda Fricker (2007). Argumenta-se que os discursos </span><span lang="PT">p</span><span lang="PT">siquiátricos, ao estabelecerem regimes de verdade sobre o sofrimento, convertem experiências plurais em entidades clínicas e silenciam os sujeitos que delas participam. A partir das aulas de <em>O Poder Psiquiátrico</em> <em>(1973–1974),</em> evidencia-se que a psiquiatria não se limita a descrever doenças, mas produz sujeitos e normaliza condutas por meio de práticas discursivas e institucionais. Esse processo instaura uma forma estrutural de exclusão epistêmica, na qual o sujeito patologizado perde o direito de interpretar sua própria experiência fora da</span><span lang="PT">s</span><span lang="PT"> </span><span lang="PT">enunciações psiquiátricas</span><span lang="PT">. Conclui-se que a patologização contemporânea, ao expandir-se em diagnósticos como o autismo, TDAH e TDO, constitui um campo privilegiado para observar a persistência dessa injustiça hermenêutica, na medida em que redefine o sofrimento em termos técnicos e esvazia sua dimensão narrativa e política.</span></p> |
| format | Recurso digital |
| id | zenodo_https___doi_org_10_5281_zenodo_17897821 |
| institution | Zenodo |
| language | por |
| publishDate | 2025 |
| publisher | Zenodo |
| record_format | zenodo |
| spellingShingle | A PSIQUIATRIA COMO INJUSTIÇA HERMENÊUTICA. Delagnolo, Deise Pricila Injustiça hermenêutica; patologização; poder psiquiátrico. <p><span lang="PT">Este artigo analisa o modo como o poder psiquiátrico, descrito por Michel Foucault, pode ser compreendido como um dispositivo histórico de injustiça hermenêutica, conforme a conceituação de Miranda Fricker (2007). Argumenta-se que os discursos </span><span lang="PT">p</span><span lang="PT">siquiátricos, ao estabelecerem regimes de verdade sobre o sofrimento, convertem experiências plurais em entidades clínicas e silenciam os sujeitos que delas participam. A partir das aulas de <em>O Poder Psiquiátrico</em> <em>(1973–1974),</em> evidencia-se que a psiquiatria não se limita a descrever doenças, mas produz sujeitos e normaliza condutas por meio de práticas discursivas e institucionais. Esse processo instaura uma forma estrutural de exclusão epistêmica, na qual o sujeito patologizado perde o direito de interpretar sua própria experiência fora da</span><span lang="PT">s</span><span lang="PT"> </span><span lang="PT">enunciações psiquiátricas</span><span lang="PT">. Conclui-se que a patologização contemporânea, ao expandir-se em diagnósticos como o autismo, TDAH e TDO, constitui um campo privilegiado para observar a persistência dessa injustiça hermenêutica, na medida em que redefine o sofrimento em termos técnicos e esvazia sua dimensão narrativa e política.</span></p> |
| title | A PSIQUIATRIA COMO INJUSTIÇA HERMENÊUTICA. |
| topic | Injustiça hermenêutica; patologização; poder psiquiátrico. |
| url | https://doi.org/10.5281/zenodo.17897821 |