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Autor principal: doi:
Format: Recurso digital
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Publicat: Zenodo 2026
Accés en línia:https://doi.org/10.5281/zenodo.19352808
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  • Beatriz Valério¹ Fundação Educacional do Município de Assis - FEMA Introdução: A cirurgia plástica reparadora é essencial para restaurar forma e função após traumatismos, câncer e queimaduras. No Brasil, o Sistema único de Saúde (SUS) garante o direito a procedimentos reparadores, de acordo com a Lei nº 9.797/1999, pacientes com mutilação total ou parcial da mama pós–câncer têm direito à reconstrução mamária após mastectomia, o que contribui para a recuperação da saúde física, emocional e social dos pacientes, entretanto, ainda persistem barreiras de acesso relacionadas principalmente à desigualdade regional. Objetivo: Este estudo tem como finalidade avaliar a acessibilidade à cirurgia de reconstrução mamária pós-mastectomia total com e sem implante mamário no SUS, utilizando dados quantitativos para evidenciar as iniquidades regionais no Brasil. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, retrospectivo e quantitativo, baseado em dados secundários extraídos do portal DATASUS e o número de cirurgias realizadas entre Julho de 2020 e Julho de 2025 foi extraído do SIH (Sistema de Informações Hospitalares). Resultados: De acordo com dados do DATASUS/SIH, um total de 9.173 cirurgias de reconstrução mamária pós-mastectomia foi realizado no SUS entre julho de 2020 e julho de 2025. Desse total, 5.880 procedimentos foram realizados com a utilização de prótese e 3.293 sem prótese. A distribuição regional evidenciou uma grande disparidade: a Região Sudeste liderou o número de procedimentos com 4.856 cirurgias, seguida pelas Regiões Sul (1.765) e Nordeste (1.758). As regiões com a menor oferta foram o Centro-Oeste (436) e, notadamente, a Região Norte, que registrou apenas 358 cirurgias no período analisado. Discussão: Entre os anos de 2020 e 2022 não houve registro de cirurgias reconstrutivas sem colocação de prótese mamária. Contudo, com a inserção de implantes, foram realizadas 2.484 cirurgias neste mesmo período, o que pode ter contribuído para que, em relação ao valor total, os procedimentos com implante totalizassem 64,10% das cirurgias efetuadas entre 2020 e 2025. Conclusão: O acesso à reconstrução mamária (com ou sem implante) no SUS ainda enfrenta diversos desafios e considerando o impacto emocional e social da mastectomia, o número de cirurgias reconstrutoras realizadas está muito aquém da demanda. Nos últimos cinco anos, as Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram as mais prejudicadas pela disparidade na oferta dos procedimentos. Adicionalmente, a qualidade das informações estatísticas disponíveis no Brasil não reflete a situação real, dificultando a avaliação precisa e a implementação de políticas públicas eficazes para melhorar o acesso a esses procedimentos.