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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Recurso digital |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Zenodo
2026
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://doi.org/10.5281/zenodo.19434149 |
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Table of Contents:
- <p>Este trabalho se propõe a investigar a função do cinema entre a mimese e o simulacro, tomando como objeto de reflexão o filme Cidade de Deus, de Fernando Meirelles (2002). O objetivo é o de refletir sobre o projeto moderno voltado a bairros populares na década de 1960 e sua recepção transformadora na paisagem contemporânea que o filme ajuda a reconstruir. A projeção, enquanto conceito, possui uma história mal conhecida, cujas raízes estão na psicanálise, na geometria, na ótica e na representação pictórica. O termo "projetar" comporta múltiplos significados: imaginar, premeditar, prever; mas também expulsar, jogar, lançar, arremessar – ações que articulam dimensões psíquicas e corporais. Na interface entre cinema e vida urbana, a paisagem do bairro revela com sensibilidade as transformações espaciais: de um bairro-modelo moderno, utópico e com predomínio de espaços abertos e casas sem muros, à configuração de um espaço distópico, labiríntico e denso, característica de tecido urbano medieval. Entre passado - o traçado na prancheta - e futuro anunciado - a consequente ampliação pela linguagem fotográfica e cinematográfica na contemporaneidade, emerge um espaço distópico com uma série de contradições. O filme de Meirelles ressalta essas tensões ao nos mostrar, por um lado, o ideal moderno como projeção de melhoria das condições de vida; por outro, o abandono da implementação das políticas públicas. A partir do cinema, torna-se possível perceber como a representação imagética contribui para a compreensão crítica das transformações socioespaciais — passadas e futuras — que moldam a paisagem urbana brasileira de concepção moderna.</p>