Gorde:
Xehetasun bibliografikoak
Egile nagusia: Pellegrini, Ana Carolina Santos
Formatua: Recurso digital
Hizkuntza:portugesa
Argitaratua: Zenodo 2026
Gaiak:
Sarrera elektronikoa:https://doi.org/10.5281/zenodo.19434699
Etiketak: Etiketa erantsi
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Aurkibidea:
  • <p>Reconstruir arquiteturas desaparecidas é pecado capital segundo o senso comum no campo do patrimônio. A realidade, no entanto, prevalece sobre o debate teórico, e reconstruções não parecem ser tão nefastas assim. Pelo contrário: podem ser um recurso contra a deterioração e em prol da preservação do legado arquitetônico, já que fazem um edifício viajar no tempo por meio de seu projeto. Este é o caso do Pavilhão Alemão, projetado por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich. Concebido para ser temporário, o prédio foi demolido em 1930, após o final da Exposição Internacional de Barcelona. O "Pavilhão" entrou para a história da arquitetura através de textos e fotografias em preto e branco, até que, em 1986, uma nova versão, em cores, foi inaugurada com'era dov'era. A operação, filologicamente rigorosa, conferiu à cópia uma (falsa?) permanência que até hoje se opõe à (autêntica) fragilidade do original. A este propósito, o trabalho apresenta o caso de duas exposições realizadas no Pavilhão Alemão, em 2021 e 2023. As intervenções atuaram de forma simbólica e efêmera sobre o vidro e o travertino, materiais fundamentais desde a versão "original". As instalações implicaram a movimentação de lajes de travertino do piso elevado e a exposição de um conjunto de vidros soprados descartados como refugo de ateliês de artesãos locais, expondo as entranhas do prédio, revelando reparos, correções e diferenças em relação à sua primeira versão. O cenário resultante explorava a um só tempo a transparência e a refletividade do vidro e lembrava um canteiro de escavações arqueológicas, aludindo a memória e reconstrução. Estas interferências artísticas ensejam a reflexão de que mais artificial que a réplica é a manutenção de sua aparência nova-em-folha e que, embora a reconstrução do pavilhão tenha almejado solidez e permanência, a fragilidade é uma questão de tempo.</p>