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| Autor principal: | |
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| Formato: | Recurso digital |
| Lenguaje: | |
| Publicado: |
Zenodo
2026
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | https://doi.org/10.5281/zenodo.19988262 |
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Tabla de Contenidos:
- <p>A obra de Svetlana Aleksiévitch e o filme Uma Mulher Alta, de Kantemir Balagov, abordam a experiência feminina na Segunda Guerra Mundial, afastando-se da narrativa tradicional centrada em heróis e batalhas. Aleksiévitch, em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, reúne centenas de depoimentos reais de mulheres que serviram no Exército Vermelho. O livro organiza as lembranças por temas, revelando medos íntimos, vergonhas cotidianas e a rejeição social após a vitória. A autora atua como ouvinte e editora, construindo uma história dos sentimentos que evita o sensacionalismo. Balagov, por sua vez, concentra sua narrativa em duas personagens fictícias em Leningrado pós-cerco. Iya e Masha enfrentam as consequências da guerra no corpo e na mente: crises epiléticas, culpa pela morte acidental de uma criança, dificuldade de retomar a vida civil. O filme utiliza cores dessaturadas, planos longos e enquadramentos fechados para evidenciar a violência que permanece no olhar e nos gestos. A principal semelhança entre as obras é a recusa do heroísmo abstrato. A diferença está na abordagem: Aleksiévitch documenta a memória por meio de múltiplas vozes; Balagov ficcionaliza o pós-guerra por meio de poucas personagens. Juntos, livro e filme devolvem um rosto humano à história, lembrando que a guerra não é feita apenas de números, mas de cheiros, lágrimas e cicatrizes permanentes.</p>