Prevalência de possíveis exposições cancerígenas ocupacionais em trabalhadores brasileiros: o que mostra a Pesquisa Nacional de Saúde?

Fuente: Redalyc
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Main Author: Fernanda de Albuqueque Melo Nogueira
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho 2023
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author Fernanda de Albuqueque Melo Nogueira
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contents Prevalência de possíveis exposições cancerígenas ocupacionais em trabalhadores brasileiros: o que mostra a Pesquisa Nacional de Saúde? Fernanda de Albuqueque Melo Nogueira Giseli Nogueira Damacena Ubirani Barros Otero Christiane Soares Pereira Madeira Helen Paredes de Souza Celia Landmann Szwarcwald Salud câncer prevalência Inquérito de saúde saúde do trabalhador exposição ocupacional Objetivo: estimar a prevalência de possíveis exposições cancerígenas em trabalhadores brasileiros.Métodos: estudo transversal, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Calcularam-se prevalências e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) para possível exposição a seis carcinógenos ocupacionais: radiação solar, substâncias químicas, poeiras minerais, material radioativo, trabalho noturno e tabagismo passivo no trabalho, segundo ocupação e sexo, considerando o desenho complexo da amostra.Resultados: foram incluídos 44.822 trabalhadores, 56,33% do sexo masculino. Referiram exposição a pelo menos um agente cancerígeno do grupo 1, segundo classificação da International Agency for Research on Cancer, 49,0% (IC95% 47,8;50,2) dos trabalhadores do sexo masculino e 16,9% (IC95% 16,0;17,9) do feminino. Trabalhadores do sexo masculino, em comparação ao feminino, apresentaram maiores prevalências de exposição à radiação solar (38,1% IC95% 37,0;39,3 vs 6,6% IC95% 6,0;7,2), agentes químicos (19,4% IC95% 18,5;20,5 vs 8,3% IC95% 7,6;9,1), poeiras minerais (18,9% IC95% 17,9;20,0 vs 3,3% IC95% 2,9;3,8), trabalho noturno (15,5% IC95% 14,7;16,5 vs 9,4% IC95% 8,6;10,2) e tabagismo passivo (14,3% IC95% 13,3;15,4 vs 8,2% IC95% 7,6;9,0).Conclusão: a prevalência da exposição a possíveis carcinógenos ocupacionais é elevada e desigualmente distribuída por sexo e ocupação. Ações de redução, substituição e eliminação desses carcinógenos devem ser priorizadas. 2023 artículo científico 0303-7657 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=100575190020 10.1590/2317-6369/34322pt2023v48edepi8 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1005 Revista Brasileira de Saúde Ocupacional application/pdf Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (Brasil) Vol.48
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Prevalência de possíveis exposições cancerígenas ocupacionais em trabalhadores brasileiros: o que mostra a Pesquisa Nacional de Saúde? Fernanda de Albuqueque Melo Nogueira Giseli Nogueira Damacena Ubirani Barros Otero Christiane Soares Pereira Madeira Helen Paredes de Souza Celia Landmann Szwarcwald Salud câncer prevalência Inquérito de saúde saúde do trabalhador exposição ocupacional Objetivo: estimar a prevalência de possíveis exposições cancerígenas em trabalhadores brasileiros.Métodos: estudo transversal, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Calcularam-se prevalências e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) para possível exposição a seis carcinógenos ocupacionais: radiação solar, substâncias químicas, poeiras minerais, material radioativo, trabalho noturno e tabagismo passivo no trabalho, segundo ocupação e sexo, considerando o desenho complexo da amostra.Resultados: foram incluídos 44.822 trabalhadores, 56,33% do sexo masculino. Referiram exposição a pelo menos um agente cancerígeno do grupo 1, segundo classificação da International Agency for Research on Cancer, 49,0% (IC95% 47,8;50,2) dos trabalhadores do sexo masculino e 16,9% (IC95% 16,0;17,9) do feminino. Trabalhadores do sexo masculino, em comparação ao feminino, apresentaram maiores prevalências de exposição à radiação solar (38,1% IC95% 37,0;39,3 vs 6,6% IC95% 6,0;7,2), agentes químicos (19,4% IC95% 18,5;20,5 vs 8,3% IC95% 7,6;9,1), poeiras minerais (18,9% IC95% 17,9;20,0 vs 3,3% IC95% 2,9;3,8), trabalho noturno (15,5% IC95% 14,7;16,5 vs 9,4% IC95% 8,6;10,2) e tabagismo passivo (14,3% IC95% 13,3;15,4 vs 8,2% IC95% 7,6;9,0).Conclusão: a prevalência da exposição a possíveis carcinógenos ocupacionais é elevada e desigualmente distribuída por sexo e ocupação. Ações de redução, substituição e eliminação desses carcinógenos devem ser priorizadas. 2023 artículo científico 0303-7657 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=100575190020 10.1590/2317-6369/34322pt2023v48edepi8 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1005 Revista Brasileira de Saúde Ocupacional application/pdf Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (Brasil) Vol.48
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