Naufrágio e galanteio: viagem, cultura e cidades em Mário de Andrade e Gilberto Freyre

Fuente: Redalyc
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Autore principale: José Tavares Correia de Lira
Natura: Artículo científico
Lingua:pt
Pubblicazione: Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais 2005
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author José Tavares Correia de Lira
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contents Naufrágio e galanteio: viagem, cultura e cidades em Mário de Andrade e Gilberto Freyre José Tavares Correia de Lira Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Viagem Cidades Gilberto Freyre Mário de Andrade Modernismo brasileiro Na literatura de viagem, dois gêneros tradicionais se destacam: o diário e o guia; e dois personagens: o viajante e o cicerone. O objetivo deste artigo é avançar na compreensão das cidades como campo cultural na perspectiva da viagem e dos viajantes. Para tal, proponho repensar a distância entre Mário de Andrade e Gilberto Freyre, figuras centrais do modernismo e da antropologia no Brasil, a partir do exame de suas experiências de viagem. Mais especificamente, trata-se de encenar um encontro entre estas personalidades diversas, às vezes antagônicas, em um topos comum de acesso à cultura brasileira: as cidades do Norte e do Nordeste do Brasil, surpreendidas na crise do regime agro-exportador e patriarcal, com seus resíduos de paisagem e caráter, povo e modos de vida, memória, forma urbana, arquitetura, arte e folclore. A base de leitura são os diários e crônicas redigidos pelo escritor paulistano ao longo de suas duas longas viagens etnográficas à Amazônia (1927) e ao Nordeste (1928/1929); o diário de juventude, as crônicas de jornal e o Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife (1934), do antropólogo pernambucano. Se a opção por estes escritos - menores no conjunto de suas obras, é verdade, porém sólidas posições nos gêneros em que se incluem - instiga o turista e o cicerone a uma relação de proximidade, neles é possível flagrar, ao lado da viagem prazerosa, uma dimensão exploratória e etnográfica da sociedade moderna. 2005 artículo científico 0102-6909 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=10705709 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=107 Revista Brasileira de Ciências Sociais application/pdf Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais Revista Brasileira de Ciências Sociais (Brasil) Num.57 Vol.20
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publishDate 2005
publisher Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais
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José Tavares Correia de Lira
Multidisciplinarias (Ciencias Sociales)
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Gilberto Freyre
Mário de Andrade
Modernismo brasileiro
Naufrágio e galanteio: viagem, cultura e cidades em Mário de Andrade e Gilberto Freyre José Tavares Correia de Lira Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Viagem Cidades Gilberto Freyre Mário de Andrade Modernismo brasileiro Na literatura de viagem, dois gêneros tradicionais se destacam: o diário e o guia; e dois personagens: o viajante e o cicerone. O objetivo deste artigo é avançar na compreensão das cidades como campo cultural na perspectiva da viagem e dos viajantes. Para tal, proponho repensar a distância entre Mário de Andrade e Gilberto Freyre, figuras centrais do modernismo e da antropologia no Brasil, a partir do exame de suas experiências de viagem. Mais especificamente, trata-se de encenar um encontro entre estas personalidades diversas, às vezes antagônicas, em um topos comum de acesso à cultura brasileira: as cidades do Norte e do Nordeste do Brasil, surpreendidas na crise do regime agro-exportador e patriarcal, com seus resíduos de paisagem e caráter, povo e modos de vida, memória, forma urbana, arquitetura, arte e folclore. A base de leitura são os diários e crônicas redigidos pelo escritor paulistano ao longo de suas duas longas viagens etnográficas à Amazônia (1927) e ao Nordeste (1928/1929); o diário de juventude, as crônicas de jornal e o Guia Prático, Histórico e Sentimental da Cidade do Recife (1934), do antropólogo pernambucano. Se a opção por estes escritos - menores no conjunto de suas obras, é verdade, porém sólidas posições nos gêneros em que se incluem - instiga o turista e o cicerone a uma relação de proximidade, neles é possível flagrar, ao lado da viagem prazerosa, uma dimensão exploratória e etnográfica da sociedade moderna. 2005 artículo científico 0102-6909 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=10705709 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=107 Revista Brasileira de Ciências Sociais application/pdf Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais Revista Brasileira de Ciências Sociais (Brasil) Num.57 Vol.20
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