Pelos filtros de circe: Violência, insegurança e controle social na mídia impressa
Fuente:
Redalyc
Guardado en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Artículo científico |
| Lenguaje: | pt |
| Publicado: |
Universidad del Zulia
2002
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | |
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| _version_ | 1876470215009632256 |
|---|---|
| author | Ceci Noronha Vilar |
| author_facet | Ceci Noronha Vilar |
| contents | Pelos filtros de circe: Violência, insegurança e controle social na mídia impressa Ceci Noronha Vilar Eduardo Paes Machado Sociología violencia inseguridad Control social medios impresos O trabalho enfoca narrativas sobre a criminalidadepublicados na editoria de polícia damídia impressa de Salvador, Brasil. Estabelececomparações entre o noticiário do crime e as estatisticascriminais, discutindo o crescimento daviolência na cidade. Destaca as modalidades decrimes prevalentes na área metropolitana de Salvador,distinguindo os delitos praticados por delinqüentespobres dos cometidos pelos agentes docrime organizado. Combase numa amostra estatisticadas matérias veiculadas no ano de 1996,trabalhadas com a ajuda do programa Nud*st, oestudo aponta que o foco do noticiário recaí sobrea criminalidade de rua, a que mais vitimiza e,portanto, suscita condenação por parte da sociedade.O trabalho analisa a lógica de elaboraçãodas páginas de policía, mostrando que o imperativocomercial da imprensa, de impactar a opiniãopública para lograr contratos com anunciantes,é permeado pela negociação entre jornalistase chefes de policía. Devido a relaçõesvantajosas para ambas as partes, os repórteres seconvertem em porta-vozes da policía, deixando-sepossuir peto ethos da corporação policial,reproduzindo o jargão, popularizando astécnicas e, frequentemente, justificando abrutalidade policial. Usando e abusando defotografias de suspeitos e culpados, disposta arevelar, tal como a própria policía, os nomes eendereços dos denunciantes, arrogante naidentificação dos bairros populares comosantuários do crime e cruel na propagação derótulos para aqueles que caíram nas malhas dosistema penal, a editoria policial é parte doproblema da criminalidade urbana. Conclui-seque a mídia impressa opera, ainda que possa divergir da policía, como urna instância de controlesocial que ao tempo que legitima o combate ácriminalidade de rua, amplia a vitimização indireta,intensifica o medo e dramatiza a impotênciasocial para controlar a violência urbana. 2002 artículo científico 1315-0006 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=12211405 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=122 Espacio Abierto application/pdf Universidad del Zulia Espacio Abierto (República Bolivariana de Venezuela) Num.4 Vol.11 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_12211405 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2002 |
| publisher | Universidad del Zulia |
| spellingShingle | Pelos filtros de circe: Violência, insegurança e controle social na mídia impressa Ceci Noronha Vilar Sociología violencia inseguridad Control social medios impresos Pelos filtros de circe: Violência, insegurança e controle social na mídia impressa Ceci Noronha Vilar Eduardo Paes Machado Sociología violencia inseguridad Control social medios impresos O trabalho enfoca narrativas sobre a criminalidadepublicados na editoria de polícia damídia impressa de Salvador, Brasil. Estabelececomparações entre o noticiário do crime e as estatisticascriminais, discutindo o crescimento daviolência na cidade. Destaca as modalidades decrimes prevalentes na área metropolitana de Salvador,distinguindo os delitos praticados por delinqüentespobres dos cometidos pelos agentes docrime organizado. Combase numa amostra estatisticadas matérias veiculadas no ano de 1996,trabalhadas com a ajuda do programa Nud*st, oestudo aponta que o foco do noticiário recaí sobrea criminalidade de rua, a que mais vitimiza e,portanto, suscita condenação por parte da sociedade.O trabalho analisa a lógica de elaboraçãodas páginas de policía, mostrando que o imperativocomercial da imprensa, de impactar a opiniãopública para lograr contratos com anunciantes,é permeado pela negociação entre jornalistase chefes de policía. Devido a relaçõesvantajosas para ambas as partes, os repórteres seconvertem em porta-vozes da policía, deixando-sepossuir peto ethos da corporação policial,reproduzindo o jargão, popularizando astécnicas e, frequentemente, justificando abrutalidade policial. Usando e abusando defotografias de suspeitos e culpados, disposta arevelar, tal como a própria policía, os nomes eendereços dos denunciantes, arrogante naidentificação dos bairros populares comosantuários do crime e cruel na propagação derótulos para aqueles que caíram nas malhas dosistema penal, a editoria policial é parte doproblema da criminalidade urbana. Conclui-seque a mídia impressa opera, ainda que possa divergir da policía, como urna instância de controlesocial que ao tempo que legitima o combate ácriminalidade de rua, amplia a vitimização indireta,intensifica o medo e dramatiza a impotênciasocial para controlar a violência urbana. 2002 artículo científico 1315-0006 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=12211405 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=122 Espacio Abierto application/pdf Universidad del Zulia Espacio Abierto (República Bolivariana de Venezuela) Num.4 Vol.11 |
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| topic | Sociología violencia inseguridad Control social medios impresos |
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