Televisão e violência: (para) novas formas de olhar
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Redalyc
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | es |
| Published: |
Grupo Comunicar
2005
|
| Subjects: | |
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| _version_ | 1876466739044155392 |
|---|---|
| author | Armanda Pinto da Mota Matos |
| author_facet | Armanda Pinto da Mota Matos |
| contents | Televisão e violência: (para) novas formas de olhar Armanda Pinto da Mota Matos Comunicación Televisão violência agressão física variáveis mediadoras Nas suas vertentes teórica e empírica, a pesquisa sobre a influência da televisão evoluiu de uma perspectivamais unilateral, em que os media eram pensados focando o seu efeito directo sobre o público, para análisesmais complexas, onde a dimensão cognitiva da recepção das mensagens foi, progressivamente, valorizada.Neste contexto, surgiu o interesse em torno de questões como as expectativas dos espectadores, a construçãode significados pelas audiências ou a contínua interacção do público com os media, que conduziu àdelimitação de alguns factores pessoais, televisivos e contextuais, potenciais intervenientes na relação entrea violência televisiva e o comportamento agressivo.Tendo em consideração esta perspectiva, procedemos à realização de um estudo com 820 alunos dos 4º, 6º e8º anos do ensino básico do distrito de Coimbra, orientado por dois grandes objectivos: caracterizar ecompreender os seus hábitos televisivos e analisar o papel mediador de algumas variáveis de naturezaperceptual e cognitiva - (1) a identificação com heróis televisivos violentos, (2) o prazer em ver violência natelevisão e (3) o realismo percebido na violência televisiva - na relação entre exposição à violênciatelevisiva e agressão física.A perspectiva subjacente às análises efectuadas é a de que a influência da violência televisiva sobre aagressão dos espectadores poderá depender da forma como estes percebem os conteúdos observados. Ouseja, estes três factores constituem os mecanismos psicológicos pelos quais a exposição à violência natelevisão influencia a agressão posterior das crianças e dos adolescentes.A análise dos resultados obtidos, mediante estatísticas de carácter descritivo, permitiu concluir que algumasdas condições que propiciam uma percepção da violência televisiva menos potenciadora da sua influêncianem sempre estão reunidas, tal como indiciam o nível de mediação parental, o tempo dedicado à TV pelosparticipantes, bem como o número e o local ocupado pelos televisores em casa destes.Os resultados obtidos recorrendo à path analysis sugerem que a exposição à violência televisiva é umavariável preditora da agressão física, mas não se constitui como a única variável, nem a mais importante, emtermos de capacidade explicativa. No entanto, mesmo quando controlados outros factores, como o sexo ouas características de personalidade, a exposição à violência televisiva continua a deter alguma capacidadeexplicativa da variância na agressão.O seu poder preditivo é, no entanto, mediado pela forma como os participantes percepcionam a violênciatelevisiva. Assim, são as crianças e os adolescentes que mais prazer têm em ver violência na televisão, quese identificam com heróis televisivos mais violentos e que percebem a violência televisiva como maissemelhante à realidade aqueles que surgem como mais susceptíveis à influência da violência televisiva.O nosso interesse em conhecer as variáveis mediadoras resulta do facto de 2005 artículo científico 1134-3478 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=15825075 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=158 Comunicar application/pdf Grupo Comunicar Comunicar (España) Num.25 |
| format | Artículo científico |
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| institution | Redalyc |
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| publishDate | 2005 |
| publisher | Grupo Comunicar |
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| topic | Comunicación Televisão violência agressão física variáveis mediadoras |
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