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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | es |
| Published: |
Grupo Comunicar
2005
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=15825213 |
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Table of Contents:
- Experiências brasileiras com TVs comunitárias Valter Filé Comunicación Mídia comunitária práticas comunicacionais educação e produção de conhecimento Este texto pretende apresentar algumas experiências brasileiras de uso da linguagem audiovisual TVscomunitárias, TVs de rua a partir de dois projetos: a TV Maxambomba e a TV Pinel e seus ecossistemascomunicativos.A partir da minha inserção como membro de suas respectivas equipes, tenho buscado interlocuções entre osconhecimentos que estes trabalhos me propiciaram e as questões que rondam fazeres pedagógicoscotidianos de muitas escolas brasileiras. Questões que relacionam-se com as discussões sobre a televisão, osusos da linguagem audiovisual em práticas comunicacionais com pequenos grupos, a lida com as tensõesdas relações interculturais e das possibilidades de pensarmos sobre a produção de conhecimentos.A TV Maxambomba 1985-2000 atuou na região da Baixada Fluminense, zona periférica do Rio deJaneiro, considerada pela mídia comercial como zona pobre e violenta. A idéia inicial da TVM era de ajudaros moradores a discutirem seus problemas e, consequentemente, que pudessem organizarem-se em busca deseus direitos de cidadania. Com um telão sobre uma Kombi, percorria-se os diferentes bairros onde eramfeitas exibições, ao anoitecer. Pretendia-se: provocar audiências públicas ajudando a recuperar osajuntamentos populares que haviam sido reprimidos pela ditadura, recém finda; através da gravação deprogramas com os moradores dos bairros, introduzir outras imagens, na tela, questionando as imagensassépticas de um Brasil branco, de olhos claros e macho; ajudar a trabalhar a auto-estima de uma populaçãofortemente vilipendiada que só aparecia na televisão em caso de tragédia e em todas as situações quepudessem ratifica-la como feia, violenta, como uma massa amorfa. A equação era simples: se a mídiatradicional mostrava as misérias daquele lugar, como generalização, nós, da TVM, mostrávamos os fazerescotidianos das gentes - como mulheres de um determinado bairro faziam para resolver problemas dedesemprego, criando uma cooperativa de costura e ao mesmo tempo criavam um espaço educativorecreativopara os filhos; os artistas, os grupos culturais e as experiências de jovens na lida com seusproblemas.Em 1995, a partir da experiência da TVM, fomos convidados pelo Ministério da Saúde para ajudarmos apensar um projeto de uso do vídeo, num hospital psiquiátrico.A TV Pinel nasce em 1996 nos ventos da luta antimanicomial. Trabalhadores de saúde mental, familiares,loucos e vários setores do poder público, articulavam a reforma psiquiátrica, que entre outras pretensões,buscavam atacar as perversidades dos lucrativos negócios dos manicômios privados e o paradigma quesustentava a centralidade do saber médico, de tratamentos violentos e da exclusão física e simbólica. AReforma, de saída, aspirava por novas interlocuções, a convocação de saberes interdisciplinares, dofechamentos dos manicômios e a busca de novas maneiras de relacionamentos com os sofrimentospsíquicos.Dentro do hospital Philippe Pinel, a TVP 2005 artículo científico 1134-3478 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=15825213 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=158 Comunicar application/pdf Grupo Comunicar Comunicar (España) Num.25