Follow-up prolongado da talcagem via toracoscopia no pneumotórax espontâneo primário

Fuente: Redalyc
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Main Author: S. Györik
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Sociedade Portuguesa de Pneumologia 2007
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author S. Györik
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contents Follow-up prolongado da talcagem via toracoscopia no pneumotórax espontâneo primário S. Györik S. Erni Medicina O pneumotórax espontâneo primário (PEP) afecta particularmente indivíduos jovens, existindo normas de tratamento internacionais desta patologia que não são aplicadas uniformemente nos diferentes países. A talcagem via toracoscopia sob anestesia local e sedação é segura e apresenta resultados de eficácia superiores em relação ao tratamento conservador com dreno pleural no PEP, que não se resolve com a simples drenagem. Os autores deste artigo defendem que no PEP recidivante ou num primeiro episódio de PEP, em que a saída de ar seja superior a 48 horas, é necessária uma abordagem mais agressiva, de preferência a talcagem por toracoscopia. A toracoscopia permitiria simultaneamente a visualização de possíveis aderências, blebs ou bolhas. Existe um estudo que refere alterações da função pulmonar, nomeadamente a restrição e espessamento pleural, após talcagem, no PEP. Contudo, este estudo não refere o tipo e a dose de talco utilizado, a técnica de pleurodese realizada, nem o método radiológico de quantificação da pleura envolvida. Pela controvérsia existente em torno da talcagem e seus eventuais efeitos adversos, os autores deste estudo realizaram um follow-up a longo prazo (em média 118 meses), em doentes com PEP recidivante ou persistente por um período superior a 48 horas e que foram submetidos a pleurodese com talco, via toracom anestesia local e sedação. Os parâmetros avaliados foram a carga tabágica, a clínica, a taxa de recorrência e a função pulmonar destes doentes. O talco utilizado era francês, de dimensões padronizadas (mais de 50% das partículas superiores a 10 um) e livre de asbestos. Um total de 112 doentes foram submetidos a talcagem, conseguindo-se obter um follow-up em 63 casos (56%). A taxa de sucesso da pleurodese foi de 95% nos doentes avaliados. A recorrência de pneumotórax ocorreu em 3 doentes que mantiveram hábitos tabágicos (5%) aos 2 meses, 1 e 10 anos após talcagem, tendo estes doentes sido submetidos posteriormente a pleurectomia cirúrgica. De salientar que 62% dos doentes permaneceram fumadores no período de follow-up. A comparação da função pulmonar entre fumadores e não fumadores foi a esperada, com uma redução do VEMS e índice de Tiffeneau no grupo dos fumadores. A capacidade vital forçada média foi de 102%, com capacidade total pulmonar de 99% na altura do follow-up. Os autores deste estudo concluem pois que a pleurodese com talco, via toracoscopia, no PEP, é um procedimento eficaz e seguro a longo prazo, sem implicar alterações da função pulmonar, nos doentes não fumadores. Concluem ainda que só em doentes com blebs ou bolhas com um diâmetro superior a 2 cm a melhor abordagem seria a cirúrgica. 2007 otro 0873-2159 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=169718445012 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1697 Revista Portuguesa de Pneumología application/pdf Sociedade Portuguesa de Pneumologia Revista Portuguesa de Pneumología (Portugal) Num.6 Vol.XIII
format Artículo científico
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institution Redalyc
language pt
publishDate 2007
publisher Sociedade Portuguesa de Pneumologia
spellingShingle Follow-up prolongado da talcagem via toracoscopia no pneumotórax espontâneo primário
S. Györik
Medicina
Follow-up prolongado da talcagem via toracoscopia no pneumotórax espontâneo primário S. Györik S. Erni Medicina O pneumotórax espontâneo primário (PEP) afecta particularmente indivíduos jovens, existindo normas de tratamento internacionais desta patologia que não são aplicadas uniformemente nos diferentes países. A talcagem via toracoscopia sob anestesia local e sedação é segura e apresenta resultados de eficácia superiores em relação ao tratamento conservador com dreno pleural no PEP, que não se resolve com a simples drenagem. Os autores deste artigo defendem que no PEP recidivante ou num primeiro episódio de PEP, em que a saída de ar seja superior a 48 horas, é necessária uma abordagem mais agressiva, de preferência a talcagem por toracoscopia. A toracoscopia permitiria simultaneamente a visualização de possíveis aderências, blebs ou bolhas. Existe um estudo que refere alterações da função pulmonar, nomeadamente a restrição e espessamento pleural, após talcagem, no PEP. Contudo, este estudo não refere o tipo e a dose de talco utilizado, a técnica de pleurodese realizada, nem o método radiológico de quantificação da pleura envolvida. Pela controvérsia existente em torno da talcagem e seus eventuais efeitos adversos, os autores deste estudo realizaram um follow-up a longo prazo (em média 118 meses), em doentes com PEP recidivante ou persistente por um período superior a 48 horas e que foram submetidos a pleurodese com talco, via toracom anestesia local e sedação. Os parâmetros avaliados foram a carga tabágica, a clínica, a taxa de recorrência e a função pulmonar destes doentes. O talco utilizado era francês, de dimensões padronizadas (mais de 50% das partículas superiores a 10 um) e livre de asbestos. Um total de 112 doentes foram submetidos a talcagem, conseguindo-se obter um follow-up em 63 casos (56%). A taxa de sucesso da pleurodese foi de 95% nos doentes avaliados. A recorrência de pneumotórax ocorreu em 3 doentes que mantiveram hábitos tabágicos (5%) aos 2 meses, 1 e 10 anos após talcagem, tendo estes doentes sido submetidos posteriormente a pleurectomia cirúrgica. De salientar que 62% dos doentes permaneceram fumadores no período de follow-up. A comparação da função pulmonar entre fumadores e não fumadores foi a esperada, com uma redução do VEMS e índice de Tiffeneau no grupo dos fumadores. A capacidade vital forçada média foi de 102%, com capacidade total pulmonar de 99% na altura do follow-up. Os autores deste estudo concluem pois que a pleurodese com talco, via toracoscopia, no PEP, é um procedimento eficaz e seguro a longo prazo, sem implicar alterações da função pulmonar, nos doentes não fumadores. Concluem ainda que só em doentes com blebs ou bolhas com um diâmetro superior a 2 cm a melhor abordagem seria a cirúrgica. 2007 otro 0873-2159 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=169718445012 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1697 Revista Portuguesa de Pneumología application/pdf Sociedade Portuguesa de Pneumologia Revista Portuguesa de Pneumología (Portugal) Num.6 Vol.XIII
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topic Medicina
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