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| Auteur principal: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Langue: | pt |
| Publié: |
Sociedade Portuguesa de Pneumologia
2007
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| Sujets: | |
| Accès en ligne: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=169718457006 |
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Table des matières:
- Infecções e inflamação das vias aéreas nas exacerbações graves da DPOC Alberto Papi Cinzia Maria Bellettato Fausto Braccioni Micaela Romagnoli Paolo Casolari Gaetano Caramori Leonardo M Fabbri Sebastian L Johnston Medicina O estudo teve como objectivo investigar se as exacerbações graves da DPOC (necessidade de internamento hospitalar) estão associadas a infecção bacteriana e/ou viral e avaliar relações entre infecção, gravidade da exacerbação (por redução do FEV1) e eventuais padrões específicos de inflamação. Foram estudados 64 doentes com DPOC na exacerbação (hospitalização) e em estado estável de convalescença (8 a 10 semanas após alta). Foram avaliadas a função pulmonar (FEV1, FEV1/ FVC, RV, KCO), gases no sangue, NO exalado, e na expectoração induzida, os marcadores inflamatórios (elastase dos neutrófilos NE, proteína catiónica eosinófila ECP) e a presença de infecção viral, bacteriana ou agentes atípicos. As características dos doentes na exacerbação eram: - média de 70,6 anos, 56/64 do sexo masculino, 61 ex-fumadores e 3 fumadores, 48 UMA, FEV1-0,96 L, FEV1-39%, RV-157%, KCO-45%, PaO2-54 mmHg, PaCO2-43 mmHg, NO exalado -15 ppb, nenhum em OLD, 100% com B2 de longa acção, 97% com corticóides inalados(dose diária equivalente a 980 mcg/d). Só foram avaliados doentes com critérios GOLD para internamento (58/64 por PaO2 <60 mmHg, 36% com febre, 52% com modificação da cor da expectoração, 95% com aumento da dispneia, 75% com aumento da tosse e expectoração) e que não tivessem sido medicados com corticóides sistémicos e/ou antibióticos previamente. As exacerbações estiveram associadas a significativa redução da função pulmonar (FEV1, FEV1%, KCO), gases no sangue (PaO2) e elevação de RV e NO comparativamente ao estado estável. Os neutrófilos na expectoração estiveram marcadamente elevados na exacerbação comparativamente ao estado estável (26,7 vs 9,5X106). Existiu uma relação significativa entre o número de neutrófilos na expectoração e no sangue com a gravidade da exacerbação (redução do FEV1%). Doentes com maior hipoxemia (redução da PaO2> 10 mmHg tiveram maior número de neutrófilos do que os com menor grau de queda da PaO2 (19,8 vs7,5x106). Em 78% dos doentes (50/64) foram identificados agentes infecciosos, e estes tiveram hospitalizações mais longas (11,6 vs 8,8 dias) e maior decréscimo de FEV1, FEV1%, KCO e PaO2. Foram encontrados vírus em 48,4% dos doentes - 31/64 (17/31 rinovirus, 7/31 influenza, 4/31 vírus sincicial respiratório) e bactérias em 54,7% - 35/64 (9/35 - H Influenza, 8/31 S Pneumoniae, 7/31 M Catharralis) e vírus e bactérias em 25% - 16/64. Após divisão dos doentes em 4 subgrupos (V - inf viral, B - inf bacteriana, VB - inf viral e bacteriana, N - sem agente identificado) concluiu-se que: - os doentes VB tiveram maior redução da função pulmonar (FEV1/FVC, KCO) - não existiram diferenças significativas nos neutrófilos na expectoração, mas os eosinófilos estiveram significativamente relacionados com a presença de infecção viral (V e VB), assim como existiu uma correlação significativa entre NO e eosinófilos. Também o ECP na expectoração esteve associado à presença de vírus (V e VB). 2007 artículo científico 0873-2159 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=169718457006 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1697 Revista Portuguesa de Pneumología application/pdf Sociedade Portuguesa de Pneumologia Revista Portuguesa de Pneumología (Portugal) Num.1 Vol.XIII