Determinantes cardíacas do tempo de ventilação mecânica e mortalidade de doentes com insuficiência respiratória crónica exacerbada. A importância dos parâmetros ecocardiográficos

Fuente: Redalyc
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Autor principal: Paulo Marcelino
Formato: Artículo científico
Lenguaje:pt
Publicado: Sociedade Portuguesa de Pneumologia 2006
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author Paulo Marcelino
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contents Determinantes cardíacas do tempo de ventilação mecânica e mortalidade de doentes com insuficiência respiratória crónica exacerbada. A importância dos parâmetros ecocardiográficos Paulo Marcelino Nuno Germano Ana Paiva Nunes Lígia Flora Ana Moleiro Susan Marum Ana Paula Fernandes Medicina ecocardiografia ventilação mecânica Insuficiência respiratória crónica Objectivo: estudar determinantes cardiovasculares condicionantes do tempo de ventilação, mortalidade e gravidade de doença em doentes admitidos numa unidade de cuidados intensivos para ventilação mecânica por exacerbação de insuficiência respiratória crónica. Desenho e local: Estudo prospectivo, com duração de 30 meses numa unidade de cuidados intensivos médico-cirúrgica com 14 camas. Material e métodos: Estudados 59 doentes com idade média de 74,7 +/- 9,7 anos, tempo médio de ventilação de 10,8 +/- 12,6 dias, APACHE II médio de 23 +/- 8,3. Avaliaram-se parâmetros ecocardiográficos (dimensões das cavidades, débito cardíaco, estudo Doppler do fluxo transvalvular mitral, estudo da veia cava inferior) e electrocardiográficos (presença de ritmo sinusal ou fibrilhação auricular) nas primeiras 24 horas de internamento na Unidade e parâmetros gasimétricos à saída. Resultados: Um tempo de ventilação mais prolongado associou-se à presença de fibrilhação auricular (p=0,027), à presença conjunta de fibrilhação auricular e uma veia cava inferior dilatada (> 20mm p=0,004) e com níveis séricos de bicarbonato> 35mEq/l na gasimetria obtida à saída (p=0,04). Verificaram-se 12 óbitos. A mortalidade associou-se à presença de dilatação do ventrículo direito (p=0,03) e a uma relação entre o ventrículo direito e o esquerdo> 0,6 (p=0,04). Conclusão: Nos doentes submetidos a ventilação mecânica por exacerbação de insuficiência respiratória crónica, a presença de fibrilhação auricular indica a possibilidade de um período de ventilação mais prolongado, em especial se houver concomitantemente uma veia cava inferior com diâmetro> 20mm. Nestes doentes, a presença de dilatação das cavidades direitas pode indicar uma probabilidade mais elevada de mortalidade. 2006 artículo científico 0873-2159 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=169718462003 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1697 Revista Portuguesa de Pneumología application/pdf Sociedade Portuguesa de Pneumologia Revista Portuguesa de Pneumología (Portugal) Num.2 Vol.XII
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Paulo Marcelino
Medicina
ecocardiografia
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Insuficiência respiratória crónica
Determinantes cardíacas do tempo de ventilação mecânica e mortalidade de doentes com insuficiência respiratória crónica exacerbada. A importância dos parâmetros ecocardiográficos Paulo Marcelino Nuno Germano Ana Paiva Nunes Lígia Flora Ana Moleiro Susan Marum Ana Paula Fernandes Medicina ecocardiografia ventilação mecânica Insuficiência respiratória crónica Objectivo: estudar determinantes cardiovasculares condicionantes do tempo de ventilação, mortalidade e gravidade de doença em doentes admitidos numa unidade de cuidados intensivos para ventilação mecânica por exacerbação de insuficiência respiratória crónica. Desenho e local: Estudo prospectivo, com duração de 30 meses numa unidade de cuidados intensivos médico-cirúrgica com 14 camas. Material e métodos: Estudados 59 doentes com idade média de 74,7 +/- 9,7 anos, tempo médio de ventilação de 10,8 +/- 12,6 dias, APACHE II médio de 23 +/- 8,3. Avaliaram-se parâmetros ecocardiográficos (dimensões das cavidades, débito cardíaco, estudo Doppler do fluxo transvalvular mitral, estudo da veia cava inferior) e electrocardiográficos (presença de ritmo sinusal ou fibrilhação auricular) nas primeiras 24 horas de internamento na Unidade e parâmetros gasimétricos à saída. Resultados: Um tempo de ventilação mais prolongado associou-se à presença de fibrilhação auricular (p=0,027), à presença conjunta de fibrilhação auricular e uma veia cava inferior dilatada (> 20mm p=0,004) e com níveis séricos de bicarbonato> 35mEq/l na gasimetria obtida à saída (p=0,04). Verificaram-se 12 óbitos. A mortalidade associou-se à presença de dilatação do ventrículo direito (p=0,03) e a uma relação entre o ventrículo direito e o esquerdo> 0,6 (p=0,04). Conclusão: Nos doentes submetidos a ventilação mecânica por exacerbação de insuficiência respiratória crónica, a presença de fibrilhação auricular indica a possibilidade de um período de ventilação mais prolongado, em especial se houver concomitantemente uma veia cava inferior com diâmetro> 20mm. Nestes doentes, a presença de dilatação das cavidades direitas pode indicar uma probabilidade mais elevada de mortalidade. 2006 artículo científico 0873-2159 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=169718462003 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1697 Revista Portuguesa de Pneumología application/pdf Sociedade Portuguesa de Pneumologia Revista Portuguesa de Pneumología (Portugal) Num.2 Vol.XII
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