De Artesão A Emprrendedor: A Ressignificação Do Trabalho Artesanal Como Estratégia Para A Reprodução De Relações Desiguais De Poder
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Redalyc
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade Presbiteriana Mackenzie
2014
|
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|---|---|
| author | FÁBIO FREITAS SCHILLING MARQUESAN |
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| contents | De Artesão A Emprrendedor: A Ressignificação Do Trabalho Artesanal Como Estratégia Para A Reprodução De Relações Desiguais De Poder FÁBIO FREITAS SCHILLING MARQUESAN MARINA DANTAS DE FIGUEIREDO Administración y Contabilidad Consumo Artesanato Desigualdade Empresarização Empreendedorismo No despontar do século XXI, uma atividade tão antiga quanto o artesanato tem sido alvo de incentivos econômicos por parte do Estado e de organizações não governamentais (ONGs) que atuam no Brasil. Intervenções realizadas por orga - nizações como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) têm por objetivo transformar a produção artesanal brasileira em uma grande geradora de emprego e renda, atrelada aos circuitos de consumo inter - nacional e/ou à atividade turística. No exame das propostas que fundamentam intervenções desse tipo, é notório o discurso da ressignificação do artesanato e da identidade do artesão por meio do enaltecimento da ação empreendedora e da ênfase sobre a gestão e a necessidade premente de impor ao trabalho artesanal os padrões de competitividade inerentes à economia capitalista. Mas os novos empreendedores-artesãos têm, na ressignificação da sua atividade, a aparência de uma inserção social que não chega a se concretizar. Em virtude dos pro - cessos de intervenção que têm ressignificado a produção artesanal brasileira, observa-se certo prejuízo das características materiais e dos traços simbólicos que são peculiares ao artesanato, culminando com a naturalização da ideologia gerencialista como modelo para a reconfiguração do artesanato. Nesse quadro, o que ocorre de fato é a incorporação de cada vez mais pessoas no sistema-mun - do que alimenta a matriz de poder capitalista moderno/colonial. E tal processo, que privilegia a empresarização do artesanato, tanto banaliza quanto reproduz a ideia de desenvolvimento como sinônimo de ampliação da capacidade de consu - mo. A lógica subjacente a essa ideologia está na concepção de que a proclamada liberdade que seria inerente à política neoliberal reside no potencial de consumo individual. A comoditização do artesanato fecha um ciclo que acaba por retirar autonomia do artesão, afasta-o de uma perspectiva emancipatória e reproduz uma situação de dependência em que não há perspectivas de transformação. “Inclusão social”, no caso em apreciação, é um eufemismo para a incorporação de novos consumidores no mercado de massa. 2014 artículo científico 1518-6776 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=195437804005 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=1954 RAM. Revista de Administração Mackenzie application/pdf Universidade Presbiteriana Mackenzie RAM. Revista de Administração Mackenzie (Brasil) Num.6 Vol.15 |
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| publisher | Universidade Presbiteriana Mackenzie |
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