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Autore principale: Nádia Laguárdia de Lima
Natura: Artículo científico
Lingua:es
Pubblicazione: Universidade Federal do Rio de Janeiro 2010
Soggetti:
Accesso online:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=229016557004
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author Nádia Laguárdia de Lima
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contents O diário íntimo como produto da cultura moderna Nádia Laguárdia de Lima Ana Lydia Bezerra Santiago Psicología Eu Diário História Individualismo As escrituras pessoais existem desde a Antiguidade, mas a escrita como uma "narrativa sobre si" só surge a partir do Renascimento Europeu, com o nascimento do individualismo. Neste artigo, reunimos alguns dos principais fatores que contribuíram para o surgimento e a expansão do diário como uma narrativa sobre si mesmo, como uma escrita do eu, de caráter íntimo e confessional, para mostrar que a centralidade do eu não é um dado natural, mas uma construção histórica e cultural. A noção de intimidade e o desenvolvimento da esfera privada na burguesia, a necessidade de confissão, a colocação do sexo em discurso e a busca pela historização da vida, favoreceram a crescente expansão do diário íntimo, que alcançou o seu ápice nos séculos XIX e XX. O diário íntimo se tornou uma escrita do eu, visando à captação especular da narração histórica de si. 2010 artículo científico 0100-8692 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=229016557004 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=2290 Arquivos Brasileiros de Psicologia application/pdf Universidade Federal do Rio de Janeiro Arquivos Brasileiros de Psicologia (Brasil) Num.1 Vol.62
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publishDate 2010
publisher Universidade Federal do Rio de Janeiro
spellingShingle O diário íntimo como produto da cultura moderna
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O diário íntimo como produto da cultura moderna Nádia Laguárdia de Lima Ana Lydia Bezerra Santiago Psicología Eu Diário História Individualismo As escrituras pessoais existem desde a Antiguidade, mas a escrita como uma "narrativa sobre si" só surge a partir do Renascimento Europeu, com o nascimento do individualismo. Neste artigo, reunimos alguns dos principais fatores que contribuíram para o surgimento e a expansão do diário como uma narrativa sobre si mesmo, como uma escrita do eu, de caráter íntimo e confessional, para mostrar que a centralidade do eu não é um dado natural, mas uma construção histórica e cultural. A noção de intimidade e o desenvolvimento da esfera privada na burguesia, a necessidade de confissão, a colocação do sexo em discurso e a busca pela historização da vida, favoreceram a crescente expansão do diário íntimo, que alcançou o seu ápice nos séculos XIX e XX. O diário íntimo se tornou uma escrita do eu, visando à captação especular da narração histórica de si. 2010 artículo científico 0100-8692 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=229016557004 es http://www.redalyc.org/revista.oa?id=2290 Arquivos Brasileiros de Psicologia application/pdf Universidade Federal do Rio de Janeiro Arquivos Brasileiros de Psicologia (Brasil) Num.1 Vol.62
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