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| Autore principale: | |
|---|---|
| Natura: | Artículo científico |
| Lingua: | pt |
| Pubblicazione: |
Universidade Federal do Paraná
2006
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| Soggetti: | |
| Accesso online: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=23802606 |
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Sommario:
- Diálogo sobre a poesia oral na Cabília: entrevista de Mouloud Mammeri a Pierre Bourdieu Pierre Bourdieu Sociología poesia Cabília oratória tradição artesanato Neste diálogo, Pierre Bourdieu e o etnólogo, escritor e poeta argelino Mouloud Mammeri (1917-1989)exploram e explicam as bases sociais, os usos e o sentido da poesia oral na sociedade e história cabilas.Como filho do penúltimo amusnaw (sábio; bardo) de sua tribo, Mammeri estava posicionado de maneiraúnica para situar esse mestre das palavras que atuou na função tradicional de mediador e transportador doconhecimento e manteve-se como a encarnação viva da tamusni (a filosofia prática da excelência berbere),em relação com o marabuto (depositário das sagradas escrituras do Corão) e com os camponeses (quecompõem seu público principal). Torná-se amusnaw graças a uma eleição e isso requer um duplo aprendizado:primeiro, por osmose em um meio saturado de comércio e disputas verbais (no treinamento de guerra,na assembléia da vila, nos mercados e nas peregrinações) e, depois, por meio de um treinamento explícitocom um poeta-mestre que orienta uma série de exercícios e provas. Esse processo requer não apenas odomínio de uma variedade de técnicas verbais e de um cânone oratório, mas também implica absorver eencarnar a sabedoria. Jogando com a multidimensionalidade da linguagem, adaptando-a com flexibilidadediante das especificidades de cada situação e público, o bardo cabila era continuamente testado e suashabilidades culturais infinitamente refinadas, até o ponto em que ele não apenas dominasse as regras doofício, mas também jogasse com elas, trangredindo-as no espírito da tradição a fim de inventar novas figurasretóricas e extrair o máximo de rendimento da linguagem. A tamusni emerge assim não apenas como umcorpo de conhecimento inerte, desligado da vida e transmitido por si mesmo, mas como uma ciênciaprática, constantemente revivida pela e para a prática. O poeta é o porta-voz do grupo que, por meio deseu discernimento cultural e uso técnico da linguagem, aperfeiçoa os valores específicos do grupo, separacoisas que são confusas e, ao iluminar o que é obscuro, mobiliza seu povo. 2006 artículo científico 0104-4478 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=23802606 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=238 Revista de Sociologia e Política application/pdf Universidade Federal do Paraná Revista de Sociologia e Política (Brasil) Num.26