A servidão mais que voluntária: dispositivos burocráticos em instituição de saúde mental

Fuente: Redalyc
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Main Author: Iza Maria Abadi de Oliveira
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Fortaleza 2009
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author Iza Maria Abadi de Oliveira
author_facet Iza Maria Abadi de Oliveira
contents A servidão mais que voluntária: dispositivos burocráticos em instituição de saúde mental Iza Maria Abadi de Oliveira Luciane Gheller Veronese Claudia Maria de Sousa Palma Psicología ética clínica Burocracia instituição pública modalidades de perversidade Este trabalho propõe uma reflexão acerca de alguns efeitos do discurso burocrático num funcionamento institucional na clínica da saúde mental. Trata-se de um exercício que exige muitos caminhos a percorrer. Contudo, tentamos indicar alguns pontos deste temade maior pertinência, uma vez que um pressuposto fundamental da ética psicanalítica é a indissociabilidade entre clínica e política. Para a sustentação deste debate, acompanharemos os estudos de Arendt (1979; 1999; 2006) e as reflexões de Lacan (1998a; 1998b;1991),pois possibilitam inferir que determinadas formas de funcionamento institucional podem conter dispositivos de perversidade, estando em causa o encobrimento do sujeito e estratégias de dominação do Outro, e permitem fazer uma aproximação entre o discurso burocrático e uma modalidade de perversidade. Quando os dispositivos institucionais são transformados em normas rígidas, prevalecendo a impessoalidade e a desautorização da construção de um saber, o paciente as obedecendo subservientemente, se encontra numa posição autônomata, cronificando seu padecimento. Uma das direções clínicas para estas formas de funcionamentopode ser o trabalho com os dejetos institucionais. Ou seja, parece ser um recurso clínico fundamental a escuta daquilo que retorna como efeito de um discurso automatizado, ircunscrito na impessoalidade, podendo, assim, indicar palavras que possam estabelecer uma dimensão subjetiva. 2009 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27115487013 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.4 Vol.IX
format Artículo científico
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institution Redalyc
language pt
publishDate 2009
publisher Universidade de Fortaleza
spellingShingle A servidão mais que voluntária: dispositivos burocráticos em instituição de saúde mental
Iza Maria Abadi de Oliveira
Psicología
ética
clínica
Burocracia
instituição pública
modalidades de perversidade
A servidão mais que voluntária: dispositivos burocráticos em instituição de saúde mental Iza Maria Abadi de Oliveira Luciane Gheller Veronese Claudia Maria de Sousa Palma Psicología ética clínica Burocracia instituição pública modalidades de perversidade Este trabalho propõe uma reflexão acerca de alguns efeitos do discurso burocrático num funcionamento institucional na clínica da saúde mental. Trata-se de um exercício que exige muitos caminhos a percorrer. Contudo, tentamos indicar alguns pontos deste temade maior pertinência, uma vez que um pressuposto fundamental da ética psicanalítica é a indissociabilidade entre clínica e política. Para a sustentação deste debate, acompanharemos os estudos de Arendt (1979; 1999; 2006) e as reflexões de Lacan (1998a; 1998b;1991),pois possibilitam inferir que determinadas formas de funcionamento institucional podem conter dispositivos de perversidade, estando em causa o encobrimento do sujeito e estratégias de dominação do Outro, e permitem fazer uma aproximação entre o discurso burocrático e uma modalidade de perversidade. Quando os dispositivos institucionais são transformados em normas rígidas, prevalecendo a impessoalidade e a desautorização da construção de um saber, o paciente as obedecendo subservientemente, se encontra numa posição autônomata, cronificando seu padecimento. Uma das direções clínicas para estas formas de funcionamentopode ser o trabalho com os dejetos institucionais. Ou seja, parece ser um recurso clínico fundamental a escuta daquilo que retorna como efeito de um discurso automatizado, ircunscrito na impessoalidade, podendo, assim, indicar palavras que possam estabelecer uma dimensão subjetiva. 2009 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27115487013 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.4 Vol.IX
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