Angústia e desamparo

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Auteur principal: Vera Besset Lopes
Format: Artículo científico
Langue:pt
Publié: Universidade de Fortaleza 2002
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author Vera Besset Lopes
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contents Angústia e desamparo Vera Besset Lopes Psicología amor angústia malestar desamparo transferência Entre os deuses, Amor é o mais amigo dos homens, pois cura-os de um mal imputado por Zeus: a separação de cada ser em duasmetades , diz Platão, no Banquete . Nesse mito de origem danatureza humana, o amor é o que desfaz a divisão promovida porum Pai que, insatisfeito com seus filhos, torna-os incompletos .Então, os homens, obrigados a buscar um parceiro, voltam aprestar homenagens ao deus maior. Eis uma figuração daconjugação entre o amor e o desamparo , onde o segundo aparececomo condição necessária para o primeiro. Na clínica, o sinal deangústia desvela, por vezes, a situação de desamparo na qual aperda do amor mergulha o sujeito. Frente ao mal-estar nacivilização, “amar e ser amado” é um dos métodos ao alcance doser humano em sua busca pela felicidade. Um método cuja eficáciaé limitada, pois a ausência do objeto amado ou de seu amor deixa osujeito na infelicidade e no desamparo. Nesse sentido, a propostada psicanálise, baseada na presença do analista, contraria odesígnio de Eros, que é converter o múltiplo em uno. “Eu e vocêsomos um”, diz o apaixonado, imerso na ilusão promovida peloamor. Trata-se, em psicanálise, de um percurso que parte do amor,valendo-se da alienação do sujeito, suposição , para conduzi-lo àseparação , dos significantes-mestres que o submentem e de umaposição de fixação na satisfação pulsional. Nesse sentido, é de umnovo amor que se trata, um amor que separa. Assim, para além desua dimensão de sujeito-suposto-saber , solidária do amor,colocando em ato a realidade do inconsciente, a transferênciaatualiza a certeza do que não engana, pela via da angústia. 2002 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27120210 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.2 Vol.2
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Angústia e desamparo Vera Besset Lopes Psicología amor angústia malestar desamparo transferência Entre os deuses, Amor é o mais amigo dos homens, pois cura-os de um mal imputado por Zeus: a separação de cada ser em duasmetades , diz Platão, no Banquete . Nesse mito de origem danatureza humana, o amor é o que desfaz a divisão promovida porum Pai que, insatisfeito com seus filhos, torna-os incompletos .Então, os homens, obrigados a buscar um parceiro, voltam aprestar homenagens ao deus maior. Eis uma figuração daconjugação entre o amor e o desamparo , onde o segundo aparececomo condição necessária para o primeiro. Na clínica, o sinal deangústia desvela, por vezes, a situação de desamparo na qual aperda do amor mergulha o sujeito. Frente ao mal-estar nacivilização, “amar e ser amado” é um dos métodos ao alcance doser humano em sua busca pela felicidade. Um método cuja eficáciaé limitada, pois a ausência do objeto amado ou de seu amor deixa osujeito na infelicidade e no desamparo. Nesse sentido, a propostada psicanálise, baseada na presença do analista, contraria odesígnio de Eros, que é converter o múltiplo em uno. “Eu e vocêsomos um”, diz o apaixonado, imerso na ilusão promovida peloamor. Trata-se, em psicanálise, de um percurso que parte do amor,valendo-se da alienação do sujeito, suposição , para conduzi-lo àseparação , dos significantes-mestres que o submentem e de umaposição de fixação na satisfação pulsional. Nesse sentido, é de umnovo amor que se trata, um amor que separa. Assim, para além desua dimensão de sujeito-suposto-saber , solidária do amor,colocando em ato a realidade do inconsciente, a transferênciaatualiza a certeza do que não engana, pela via da angústia. 2002 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27120210 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.2 Vol.2
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