O Imperativo de Gozo do Supereu e sua Conexão com a Demanda de Amor Insaciável das Mulheres
Fuente:
Redalyc
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade de Fortaleza
2012
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| Subjects: | |
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| _version_ | 1876430035309559808 |
|---|---|
| author | Daniela de Oliveira Martins Mendes Daibert |
| author_facet | Daniela de Oliveira Martins Mendes Daibert |
| contents | O Imperativo de Gozo do Supereu e sua Conexão com a Demanda de Amor Insaciável das Mulheres Daniela de Oliveira Martins Mendes Daibert Heloisa Caldas Psicología do Pai Amor Nome Supereu A teorização do conceito de supereu por Freud tem muita importância para o exercício clínico da psicanálise. Freud trabalhou com a tríade parricídio, culpa e punição desde os primórdios da teoria psicanalítica até a formalização do conceito, em 1923. Com o percurso de ensino de Lacan, o supereu simbólico como lei incompreendida foi se aproximando ao campo do gozo e, dessa forma, ao registro do real. Não há apreensão total da lei incompreendida, o que já aponta para o que escapa ao simbólico, ou seja, para o real. Para o aprofundamento teórico a respeito do supereu feminino, é fundamental lançar mão da evolução do pensamento de Lacan a respeito do gozo feminino, o Outro gozo. Este não apresenta balizas, é inominável, não se escreve, é diferente do gozo fálico norteado pelo Nome-do-Pai. Essa lei coloca ordem no caprichoso desejo da mãe, coordenando o gozo puro à função fálica. O supereu feminino é uma máscara que, por si só, é uma saída fálica na tentativa de lidar com o gozo sem balizas. Por outro lado, o supereu é um imperativo de gozo. Frente a isso, cabe uma interrogação: associando o supereu à gulodice da pulsão, pode-se pensar sua presença na demanda infinita de amor feita pelas mulheres? A enigmática questão “o que quer uma mulher?” marca que é impossível satisfazer as mulheres. Nesse caso, essa demanda se articularia ao Outro gozo, aquele que escapa e difere do gozo fálico. Tal demanda não exige o mesmo, porém, mais e mais de outra coisa. Este artigo visa pensar essas questões em relação aos males do amor causados pelas exigências de amor das mulheres. 2012 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27130172004 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.3-4 Vol.XII |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_27130172004 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2012 |
| publisher | Universidade de Fortaleza |
| spellingShingle | O Imperativo de Gozo do Supereu e sua Conexão com a Demanda de Amor Insaciável das Mulheres Daniela de Oliveira Martins Mendes Daibert Psicología do Pai Amor Nome Supereu O Imperativo de Gozo do Supereu e sua Conexão com a Demanda de Amor Insaciável das Mulheres Daniela de Oliveira Martins Mendes Daibert Heloisa Caldas Psicología do Pai Amor Nome Supereu A teorização do conceito de supereu por Freud tem muita importância para o exercício clínico da psicanálise. Freud trabalhou com a tríade parricídio, culpa e punição desde os primórdios da teoria psicanalítica até a formalização do conceito, em 1923. Com o percurso de ensino de Lacan, o supereu simbólico como lei incompreendida foi se aproximando ao campo do gozo e, dessa forma, ao registro do real. Não há apreensão total da lei incompreendida, o que já aponta para o que escapa ao simbólico, ou seja, para o real. Para o aprofundamento teórico a respeito do supereu feminino, é fundamental lançar mão da evolução do pensamento de Lacan a respeito do gozo feminino, o Outro gozo. Este não apresenta balizas, é inominável, não se escreve, é diferente do gozo fálico norteado pelo Nome-do-Pai. Essa lei coloca ordem no caprichoso desejo da mãe, coordenando o gozo puro à função fálica. O supereu feminino é uma máscara que, por si só, é uma saída fálica na tentativa de lidar com o gozo sem balizas. Por outro lado, o supereu é um imperativo de gozo. Frente a isso, cabe uma interrogação: associando o supereu à gulodice da pulsão, pode-se pensar sua presença na demanda infinita de amor feita pelas mulheres? A enigmática questão “o que quer uma mulher?” marca que é impossível satisfazer as mulheres. Nesse caso, essa demanda se articularia ao Outro gozo, aquele que escapa e difere do gozo fálico. Tal demanda não exige o mesmo, porém, mais e mais de outra coisa. Este artigo visa pensar essas questões em relação aos males do amor causados pelas exigências de amor das mulheres. 2012 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27130172004 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.3-4 Vol.XII |
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