As faces do trauma na contemporaneidade: a dialética do dizível e do indizível no transtorno do pânico, uma lacuna na história

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1. Verfasser: Jacqueline de Oliveira Moreira
Format: Artículo científico
Sprache:pt
Veröffentlicht: Universidade de Fortaleza 2006
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author Jacqueline de Oliveira Moreira
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contents As faces do trauma na contemporaneidade: a dialética do dizível e do indizível no transtorno do pânico, uma lacuna na história Jacqueline de Oliveira Moreira Psicología pós ego pânico trauma história No presente trabalho, pretendemos refletir sobre a questão dodesamparo e do trauma presentes no transtorno do pânico, sobre avinculação dessa forma de adoecer com os traumas pósmodernos,e pesquisar a falência traumática do ego em historicizar a vida do sujeito panicado. O mundo moderno não oferece aosujeito formas eficazes de contornar a condição estrutural dedesamparo, criando um ambiente propício ao aumento de casos detranstorno do pânico. A situação de desamparo pode ser atualizadana vida de um sujeito, quando este se depara com a perda de umideal que funcionaria como referencial organizador de sua estruturapsíquica. A perda desse ideal organizador produz umenlouquecimento da cadência pulsional e, frente ao grande perigointerno, o aparelho psíquico, numa tentativa de defesa, projeta operigo para o mundo externo na forma de pânico. O ego será oagente dessa projeção, pois é o primeiro anteparo contra aangústia. Assim, o transtorno do pânico é uma tentativa patológicado psiquismo de lidar com o enlouquecimento produzido pela perdado ideal. Nossa hipótese é a de que nesse trabalho o ego perde suacapacidade de retecer a história do sujeito que se refere à relaçãocom a instância ideal. O ego narcísico-imaginário tenta historicizaro início imprevisível, mas o ataque de angústia fragiliza essainstância, criando uma lacuna na história do sujeito. Assim,concordamos com Fédida, quando este revela que o psicanalistacuida do eros doente pelo excesso, a palavra transferencial oferecea escuta e a nominação desse afeto, possibilitando um novodestino para este último (afeto). Idéia que defendemos em um casoclínico ao final do texto. 2006 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27160105 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.1 Vol.VI
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publishDate 2006
publisher Universidade de Fortaleza
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As faces do trauma na contemporaneidade: a dialética do dizível e do indizível no transtorno do pânico, uma lacuna na história Jacqueline de Oliveira Moreira Psicología pós ego pânico trauma história No presente trabalho, pretendemos refletir sobre a questão dodesamparo e do trauma presentes no transtorno do pânico, sobre avinculação dessa forma de adoecer com os traumas pósmodernos,e pesquisar a falência traumática do ego em historicizar a vida do sujeito panicado. O mundo moderno não oferece aosujeito formas eficazes de contornar a condição estrutural dedesamparo, criando um ambiente propício ao aumento de casos detranstorno do pânico. A situação de desamparo pode ser atualizadana vida de um sujeito, quando este se depara com a perda de umideal que funcionaria como referencial organizador de sua estruturapsíquica. A perda desse ideal organizador produz umenlouquecimento da cadência pulsional e, frente ao grande perigointerno, o aparelho psíquico, numa tentativa de defesa, projeta operigo para o mundo externo na forma de pânico. O ego será oagente dessa projeção, pois é o primeiro anteparo contra aangústia. Assim, o transtorno do pânico é uma tentativa patológicado psiquismo de lidar com o enlouquecimento produzido pela perdado ideal. Nossa hipótese é a de que nesse trabalho o ego perde suacapacidade de retecer a história do sujeito que se refere à relaçãocom a instância ideal. O ego narcísico-imaginário tenta historicizaro início imprevisível, mas o ataque de angústia fragiliza essainstância, criando uma lacuna na história do sujeito. Assim,concordamos com Fédida, quando este revela que o psicanalistacuida do eros doente pelo excesso, a palavra transferencial oferecea escuta e a nominação desse afeto, possibilitando um novodestino para este último (afeto). Idéia que defendemos em um casoclínico ao final do texto. 2006 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27160105 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.1 Vol.VI
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