Psicose e Sociedade: interseções necessárias para a compreensão da crise

Fuente: Redalyc
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Main Author: Isalena Santos Carvalho
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Fortaleza 2007
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author Isalena Santos Carvalho
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contents Psicose e Sociedade: interseções necessárias para a compreensão da crise Isalena Santos Carvalho Ileno Izídio Costa Júlia S. N. F Bucher-Maluschke Psicología crise psicose cultura sociedade saúde mental Adolescentes e adultos jovens são as pessoas mais freqüentementeafetadas por um primeiro episódio de psicose. Em decorrência,o jovem e seus familiares tendem a apresentar conflitos em razãode crenças acerca da loucura. O presente trabalho visa discutirsignificados atribuídos à ocorrência de uma crise psicótica nasociedade, tendo como base suas possíveis repercussões na vidado paciente e de sua família, bem como relações que passama desenvolver com instituições de saúde mental. Mais do quebuscar o discurso de maior legitimidade, entre o do especialista,do paciente e dos familiares, sobre o processo de adoecimentopsicótico, cabe identificar os diferentes modos de interpretaçãode sua natureza e itinerários terapêuticos realizados pelas pessoasdiretamente envolvidas. Como saúde e doença se constituem apartir de suas inter-relações, é necessária a avaliação dos sintomasaliada à problematização dos significados atribuídos pelo pacientee por seus familiares à crise e ao tratamento. Nessa perspectiva,como espaço de subjetivação por excelência, a cultura é umelemento que faz a mediação entre o social e o individual. Namediação, sujeito e cultura vão se constituindo mutuamenteem encontros e desencontros fundamentais ao processo deconstrução dos diversos modos de interação e de adoecimentohumanos. Nesse cenário, a crise psicótica surge como o fato queevidencia estar o sujeito fora dos laços instituídos pela sociedadeno que se refere ao exercício da razão e, em conseqüência, daliberdade de escolha. A garantia de uma escuta que valorize suaopinião e a de sua família sobre fatores que associam à constituiçãoda crise, bem como sobre decisões relacionadas ao tratamentorepresenta um desafio que não se extingue com a derrubada dosmuros dos hospitais psiquiátricos, a diminuição de seus leitos ouo desenvolvimento de novos serviços de atendimento. 2007 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27170110 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.1 Vol. VII
format Artículo científico
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institution Redalyc
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publishDate 2007
publisher Universidade de Fortaleza
spellingShingle Psicose e Sociedade: interseções necessárias para a compreensão da crise
Isalena Santos Carvalho
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Psicose e Sociedade: interseções necessárias para a compreensão da crise Isalena Santos Carvalho Ileno Izídio Costa Júlia S. N. F Bucher-Maluschke Psicología crise psicose cultura sociedade saúde mental Adolescentes e adultos jovens são as pessoas mais freqüentementeafetadas por um primeiro episódio de psicose. Em decorrência,o jovem e seus familiares tendem a apresentar conflitos em razãode crenças acerca da loucura. O presente trabalho visa discutirsignificados atribuídos à ocorrência de uma crise psicótica nasociedade, tendo como base suas possíveis repercussões na vidado paciente e de sua família, bem como relações que passama desenvolver com instituições de saúde mental. Mais do quebuscar o discurso de maior legitimidade, entre o do especialista,do paciente e dos familiares, sobre o processo de adoecimentopsicótico, cabe identificar os diferentes modos de interpretaçãode sua natureza e itinerários terapêuticos realizados pelas pessoasdiretamente envolvidas. Como saúde e doença se constituem apartir de suas inter-relações, é necessária a avaliação dos sintomasaliada à problematização dos significados atribuídos pelo pacientee por seus familiares à crise e ao tratamento. Nessa perspectiva,como espaço de subjetivação por excelência, a cultura é umelemento que faz a mediação entre o social e o individual. Namediação, sujeito e cultura vão se constituindo mutuamenteem encontros e desencontros fundamentais ao processo deconstrução dos diversos modos de interação e de adoecimentohumanos. Nesse cenário, a crise psicótica surge como o fato queevidencia estar o sujeito fora dos laços instituídos pela sociedadeno que se refere ao exercício da razão e, em conseqüência, daliberdade de escolha. A garantia de uma escuta que valorize suaopinião e a de sua família sobre fatores que associam à constituiçãoda crise, bem como sobre decisões relacionadas ao tratamentorepresenta um desafio que não se extingue com a derrubada dosmuros dos hospitais psiquiátricos, a diminuição de seus leitos ouo desenvolvimento de novos serviços de atendimento. 2007 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27170110 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.1 Vol. VII
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