Amor e saber na experiência analítica
Fuente:
Redalyc
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| 1. Verfasser: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Sprache: | pt |
| Veröffentlicht: |
Universidade de Fortaleza
2008
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| _version_ | 1876475694503952384 |
|---|---|
| author | Bruna Pinto Martins Brito |
| author_facet | Bruna Pinto Martins Brito |
| contents | Amor e saber na experiência analítica Bruna Pinto Martins Brito Vera Lopes Besset Psicología amor saber transferência contemporaneidade tratamento analítico A oferta da construção de um saber sobre si e seu sofrimentomarca a peculiaridade da proposta da psicanálise. Assim, no iníciodo século XX, o jovem oficial que mais tarde ficou conhecidocomo O homem dos ratos procurou Freud porque vislumbrouesclarecimentos para seus estranhos pensamentos em um livrodesse autor. Em princípio, é porque quer saber o que lhe faz sofrer que um sujeito procura um analista. Desde os primórdios da clínicapsicanalítica, a especificidade da concepção de saber é marcadapor sua relação com o inconsciente. É que se pode vislumbrarmesmo na escolha do termo alemão Unbewusst, que apontapara um saber que não se sabe para designar o inconsciente.Avançando nessa vertente, Lacan apresenta o inconscientefreudiano como inteiramente redutível a um saber. Esse saber,particular, próprio a cada um, inalienável, deve ser construídoem cada caso. Todavia, nos dias atuais, essa proposta entra emdesarmonia com a de um saber universal, para todos, prometidopela ciência. No que concerne o sofrimento psíquico, tal saber écolocado à disposição do público por especialistas que promovemavaliações padronizadas, anulando aquilo o que é próprio a cadaum. Na contramão dessa corrente, a psicanálise abre mão dosquestionários e manuais, instrumentos da avaliação. Então, como,a partir dela, ter acesso ao saber? Essa é a questão que norteiaeste artigo. Para tal, seguiremos a indicação freudiana de queesse acesso se faz pela via do amor, amor transferencial, confiançadepositada no analista. Pela transferência, o analista se encontra naposição de saber suposto. Isso permite àquele que fala se interessarpor saber. Todavia, frente à configuração da cultura atual, em umaépoca regida pela desconfiança, interessa-nos refletir sobre osobstáculos no caminho do estabelecimento desta experiência. 2008 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27180306 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.3 Vol.VIII |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_27180306 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2008 |
| publisher | Universidade de Fortaleza |
| spellingShingle | Amor e saber na experiência analítica Bruna Pinto Martins Brito Psicología amor saber transferência contemporaneidade tratamento analítico Amor e saber na experiência analítica Bruna Pinto Martins Brito Vera Lopes Besset Psicología amor saber transferência contemporaneidade tratamento analítico A oferta da construção de um saber sobre si e seu sofrimentomarca a peculiaridade da proposta da psicanálise. Assim, no iníciodo século XX, o jovem oficial que mais tarde ficou conhecidocomo O homem dos ratos procurou Freud porque vislumbrouesclarecimentos para seus estranhos pensamentos em um livrodesse autor. Em princípio, é porque quer saber o que lhe faz sofrer que um sujeito procura um analista. Desde os primórdios da clínicapsicanalítica, a especificidade da concepção de saber é marcadapor sua relação com o inconsciente. É que se pode vislumbrarmesmo na escolha do termo alemão Unbewusst, que apontapara um saber que não se sabe para designar o inconsciente.Avançando nessa vertente, Lacan apresenta o inconscientefreudiano como inteiramente redutível a um saber. Esse saber,particular, próprio a cada um, inalienável, deve ser construídoem cada caso. Todavia, nos dias atuais, essa proposta entra emdesarmonia com a de um saber universal, para todos, prometidopela ciência. No que concerne o sofrimento psíquico, tal saber écolocado à disposição do público por especialistas que promovemavaliações padronizadas, anulando aquilo o que é próprio a cadaum. Na contramão dessa corrente, a psicanálise abre mão dosquestionários e manuais, instrumentos da avaliação. Então, como,a partir dela, ter acesso ao saber? Essa é a questão que norteiaeste artigo. Para tal, seguiremos a indicação freudiana de queesse acesso se faz pela via do amor, amor transferencial, confiançadepositada no analista. Pela transferência, o analista se encontra naposição de saber suposto. Isso permite àquele que fala se interessarpor saber. Todavia, frente à configuração da cultura atual, em umaépoca regida pela desconfiança, interessa-nos refletir sobre osobstáculos no caminho do estabelecimento desta experiência. 2008 artículo científico 1518-6148 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=27180306 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=271 Revista Mal-estar E Subjetividade application/pdf Universidade de Fortaleza Revista Mal-estar E Subjetividade (Brasil) Num.3 Vol.VIII |
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