CLIMA E SAÚDE: relações entre os elementos atmosféricos e a dengue na Região Metropolitana de Fortaleza

Fuente: Redalyc
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Main Author: Gledson Bezerra Magalhães
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade Federal do Ceará 2011
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author Gledson Bezerra Magalhães
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contents CLIMA E SAÚDE: relações entre os elementos atmosféricos e a dengue na Região Metropolitana de Fortaleza Gledson Bezerra Magalhães Ciencias de la Tierra dengue Climatologia geográfica Região Metropolitana de Fortaleza O objetivo desse trabalho constituiu-se em analisar manifestação da dengue na Região Metropolitana de Fortaleza entre os anos 2001 a 2009, relacionando a quantidade de casos e as incidências da doença com a infestação predial de seu principal vetor e com as características climáticas da região. Para isso, foram adquiridos dados de precipitação, temperatura do ar, infestação da larvado mosquito Aedes aegypti, número de casos e incidência de dengue. Confeccionaram-se mapas, gráfi cos e estabeleceram-se correlações estatísticas entre as variáveis. Verifi cou-se um comportamento de chuvas heterogêneo espacial e temporalmente, porém similar a cada ano. Nos anos de grandes quantidades de chuva e homogeneidade espacial da precipitação na quadra chuvosa, a maiorquantidade de casos de dengue ocorreu entre um a dois meses depois dos grandes totais pluviométricos, o que não se verifi ca em anos com poucas precipitações onde a maior quantidade de casos de dengue ocorreu tanto no mês com maior total pluviométrico como em outros meses que tiveram precipitação ou que sucedeu em até 2 meses os picos de chuva. Nos anos em que ocorrerampoucos casos de dengue, observou-se uma aleatoriedade espaço-temporal de seus casos, e aparentemente uma menor relação com os elementos atmosféricos. Já em anos de epidemia, nota-se uma relação mensal mais nítida entre número de casos e precipitação,assim como uma maior similaridade temporal no comportamento da dengue entre os municípios. Não se identifi cou relações entre as amplitudes térmicas mensais com os casos de dengue e de infestação do Aedes aegypti, todavia notou-se que as temperaturas mínimas, médias e máximas são favoráveis a propagação da doença. Apesar das correlações entre a temperatura do ar e os casos de dengue apresentarem resultados negativos, não se pôde afi rmar que as menores temperaturas favorecem o aumento de casos de dengue mais do que as temperaturas máximas, devido ao fato de outros fatores, como a precipitação, terem uma infl uência maior na propagação da doença. 2011 otro 1984-2201 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=273619427017 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=2736 Mercator - Revista de Geografia da UFC application/pdf Universidade Federal do Ceará Mercator - Revista de Geografia da UFC (Brasil) Num.22 Vol.10
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Gledson Bezerra Magalhães
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CLIMA E SAÚDE: relações entre os elementos atmosféricos e a dengue na Região Metropolitana de Fortaleza Gledson Bezerra Magalhães Ciencias de la Tierra dengue Climatologia geográfica Região Metropolitana de Fortaleza O objetivo desse trabalho constituiu-se em analisar manifestação da dengue na Região Metropolitana de Fortaleza entre os anos 2001 a 2009, relacionando a quantidade de casos e as incidências da doença com a infestação predial de seu principal vetor e com as características climáticas da região. Para isso, foram adquiridos dados de precipitação, temperatura do ar, infestação da larvado mosquito Aedes aegypti, número de casos e incidência de dengue. Confeccionaram-se mapas, gráfi cos e estabeleceram-se correlações estatísticas entre as variáveis. Verifi cou-se um comportamento de chuvas heterogêneo espacial e temporalmente, porém similar a cada ano. Nos anos de grandes quantidades de chuva e homogeneidade espacial da precipitação na quadra chuvosa, a maiorquantidade de casos de dengue ocorreu entre um a dois meses depois dos grandes totais pluviométricos, o que não se verifi ca em anos com poucas precipitações onde a maior quantidade de casos de dengue ocorreu tanto no mês com maior total pluviométrico como em outros meses que tiveram precipitação ou que sucedeu em até 2 meses os picos de chuva. Nos anos em que ocorrerampoucos casos de dengue, observou-se uma aleatoriedade espaço-temporal de seus casos, e aparentemente uma menor relação com os elementos atmosféricos. Já em anos de epidemia, nota-se uma relação mensal mais nítida entre número de casos e precipitação,assim como uma maior similaridade temporal no comportamento da dengue entre os municípios. Não se identifi cou relações entre as amplitudes térmicas mensais com os casos de dengue e de infestação do Aedes aegypti, todavia notou-se que as temperaturas mínimas, médias e máximas são favoráveis a propagação da doença. Apesar das correlações entre a temperatura do ar e os casos de dengue apresentarem resultados negativos, não se pôde afi rmar que as menores temperaturas favorecem o aumento de casos de dengue mais do que as temperaturas máximas, devido ao fato de outros fatores, como a precipitação, terem uma infl uência maior na propagação da doença. 2011 otro 1984-2201 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=273619427017 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=2736 Mercator - Revista de Geografia da UFC application/pdf Universidade Federal do Ceará Mercator - Revista de Geografia da UFC (Brasil) Num.22 Vol.10
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