Sono REM e ontogénese

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1. Verfasser: Rui F. Bergantim Cordeiro
Format: Artículo científico
Sprache:pt
Veröffentlicht: Sociedade Portuguesa de Psicossomática 2003
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author Rui F. Bergantim Cordeiro
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contents Sono REM e ontogénese Rui F. Bergantim Cordeiro Miguel Guerra JM Soares-Fortunato Psicología vigília Sono REM Sono nREM Ontogénese Ciclo sono O estudo do sono tem-se tornado cada vezmais aliciante. Talvez devido à sua vitalidadee importância fisiológica, talvez devido à complexidadee mistério que desencadeia. O sononão é um processo linear e num ciclo sono//vigília, identificamos dois tipos de sono – oREM (Rapid Eye Movement Sleep) e nREM(Slow Wave Sleep). Cerca de 20% desse ciclo épassado em sono REM, também chamado deDessincronizado, Paradoxal, Onda Rápida,Activo, D (reaming). Todas estas designaçõesderivam das suas características mensuráveisatravés de registos tão diversos quanto o electroencefalograma(EEG), electromiograma(EMG) e electrooculograma (EOG).O sono REM vai ter um impacto muitogrande noutras funções fisiológicas, destacando-se o aumento da actividade parassimpáticae diminuição do simpático, a atonia dosmúsculos posturais, a diminuição dos reflexosmusculares e respiratórios, ausência da regulaçãoda respiração entre tantas outras. A suagénese, envolvida em muita discussão, assentasobre o ARAS e na interacção de um conjuntode neurotransmissores cuja excitação//inibição condiciona a indução do sono REM.Assim, a serotonina e noradrenalina inibemo sono REM enquanto a acetilcolina, GABA eglutamato o promovem.Sendo a idade, a par da homeostasia ecircadianismo, um dos principais factores queactuam sobre o sono REM torna-se fulcral oseu estudo numa perspectiva ontogénica. Osrecém-nascidos passam quase 60% de sonoem estado REM, diminuindo esse valor paracerca dos 20% que assim se manterá até àvelhice. Por outro lado, as crianças apresentamperíodos de latência muito pequenos quevão aumentar com a idade e se verificam commaior expressão durante a madrugada. Onúmero de despertares aumenta nesta mesmaproporção e ocorre com maior incidênciano sono REM. Até à velhice, muitas são ascaracterísticas que se alteram verificando-se asua deterioração progressiva. Curiosamente eacompanhando essas modificações, aspectostão simples como a posição em que o indivíduodorme ou tão complexos como os processosde memória e sonho mostram ser ângulospolarizadores da interacção entre idade e sonoREM.Assim, torna-se urgente aprofundar o estudodo sono REM pelo que cada vez mais eleassume um papel de destaque na neurofisiologiae na medicina.O sono REM... não é apenas um estadode um cérebro em repouso... 2003 artículo científico 0874-4696 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=28750213 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=287 Revista Portuguesa de Psicossomática application/pdf Sociedade Portuguesa de Psicossomática Revista Portuguesa de Psicossomática (Portugal) Num.2 Vol.5
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Sono REM e ontogénese Rui F. Bergantim Cordeiro Miguel Guerra JM Soares-Fortunato Psicología vigília Sono REM Sono nREM Ontogénese Ciclo sono O estudo do sono tem-se tornado cada vezmais aliciante. Talvez devido à sua vitalidadee importância fisiológica, talvez devido à complexidadee mistério que desencadeia. O sononão é um processo linear e num ciclo sono//vigília, identificamos dois tipos de sono – oREM (Rapid Eye Movement Sleep) e nREM(Slow Wave Sleep). Cerca de 20% desse ciclo épassado em sono REM, também chamado deDessincronizado, Paradoxal, Onda Rápida,Activo, D (reaming). Todas estas designaçõesderivam das suas características mensuráveisatravés de registos tão diversos quanto o electroencefalograma(EEG), electromiograma(EMG) e electrooculograma (EOG).O sono REM vai ter um impacto muitogrande noutras funções fisiológicas, destacando-se o aumento da actividade parassimpáticae diminuição do simpático, a atonia dosmúsculos posturais, a diminuição dos reflexosmusculares e respiratórios, ausência da regulaçãoda respiração entre tantas outras. A suagénese, envolvida em muita discussão, assentasobre o ARAS e na interacção de um conjuntode neurotransmissores cuja excitação//inibição condiciona a indução do sono REM.Assim, a serotonina e noradrenalina inibemo sono REM enquanto a acetilcolina, GABA eglutamato o promovem.Sendo a idade, a par da homeostasia ecircadianismo, um dos principais factores queactuam sobre o sono REM torna-se fulcral oseu estudo numa perspectiva ontogénica. Osrecém-nascidos passam quase 60% de sonoem estado REM, diminuindo esse valor paracerca dos 20% que assim se manterá até àvelhice. Por outro lado, as crianças apresentamperíodos de latência muito pequenos quevão aumentar com a idade e se verificam commaior expressão durante a madrugada. Onúmero de despertares aumenta nesta mesmaproporção e ocorre com maior incidênciano sono REM. Até à velhice, muitas são ascaracterísticas que se alteram verificando-se asua deterioração progressiva. Curiosamente eacompanhando essas modificações, aspectostão simples como a posição em que o indivíduodorme ou tão complexos como os processosde memória e sonho mostram ser ângulospolarizadores da interacção entre idade e sonoREM.Assim, torna-se urgente aprofundar o estudodo sono REM pelo que cada vez mais eleassume um papel de destaque na neurofisiologiae na medicina.O sono REM... não é apenas um estadode um cérebro em repouso... 2003 artículo científico 0874-4696 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=28750213 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=287 Revista Portuguesa de Psicossomática application/pdf Sociedade Portuguesa de Psicossomática Revista Portuguesa de Psicossomática (Portugal) Num.2 Vol.5
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