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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Angela Bárbara Lima Saldanha Rêgo
Formato: Artículo científico
Lenguaje:pt
Publicado: Universidade de Brasília 2022
Materias:
Acceso en línea:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323172149010
https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/
https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/html/
https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/323172149010.epub
https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/movil
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Tabla de Contenidos:
  • Ay Kakuyri Tama, eu moro na cidade: a poesia filosófica indígena de Márcia Kambeba no contexto do Estado-nação brasileiro Angela Bárbara Lima Saldanha Rêgo Ana Caroline Amorim Oliveira Cristiane Navarrete Tolomei Lengua y Literatura Márcia Kambeba poesia indígena Poética filosófica lócus de enunciação Abordamos a poética filosófica de Márcia Kambeba como um instrumento de insubordinação indígena em primeira pessoa contra as narrativas jurídico-legais formalistas, dicotômicas e segregacionistas no contexto do Estado-nação brasileiro. Para tanto, adotamos a perspectiva decolonial para analisar o discurso da filósofa no poema Ay kakuyri tama (Eu moro na cidade), em diálogo com autoras(es) que, tal qual ela, compreendem o corpo como território do político e, seu trânsito, um lócus de enunciação contra as opressões. Assim, tomando como texto guia as estrofes do poema, o artigo se divide em três seções: na primeira, a autora convida o mundo não indígena para sua dança ritual, um convite simbólico que remete o leitor aos primórdios da invasão dos europeus nas terras dos povos originários; na segunda, ao tempo que a poeta faz um relato saudoso dos tempos de infância, compreende que a luta e a guerra são uma constante em sua existência, analogia que propomos em relação ao processo de resistência dos povos indígenas, forçados a se conformar à lógica moderno-colonial estatal; e, por fim, à guisa de conclusão, a poeta reivindica seu lugar no mundo não indígena, compreendendo que as tensões inerentes a esse estar são próprias do seu trânsito e parte da própria resistência de uma identidade que a colonialidade insiste em apagar. 2022 artículo científico 1518-0158 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323172149010 https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/ https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/html/ https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/323172149010.epub https://www.redalyc.org/journal/3231/323172149010/movil 10.1590/2316-40186510 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3231 Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea application/pdf Universidade de Brasília Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea (Brasil) Num.65