A obsolescência prisional em Assim na terra como embaixo da terra, de Ana Paula Maia

Fuente: Redalyc
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Autore principale: Anne Quiangala
Natura: Artículo científico
Lingua:pt
Pubblicazione: Universidade de Brasília 2024
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author Anne Quiangala
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contents A obsolescência prisional em Assim na terra como embaixo da terra, de Ana Paula Maia Anne Quiangala Lengua y Literatura racismo Encarceramento Ana Paula Maia Assim na terra como embaixo da terra Com base na análise do romance Assim na terra como embaixo da terra (2017), de Ana Paula Maia, discute-se a representação da obsolescência do sistema prisional e sua permanência como reiteração de um processo colonial em curso e constante reformulação. A narrativa passa-se, majoritariamente, em uma colônia penal isolada, em um tempo e região imprecisos, mas com fortes indícios de ser uma representação do centro-oeste brasileiro contemporâneo. Nesta narrativa realista, a passagem de tempo sofre uma dilatação significativa, do ponto de vista psicológico, dado o estado de angústia da espera dos prisioneiros (apenados e oficiais), confinados em espaço e atividades restritas. Do ponto de vista cronológico, camadas literais de experiências desdobram uma questão relevante: por um lado, a passagem de tempo é observável no desgaste da matéria e, por outro, as relações mudam de forma aparente, mas permanecem inalteradas em essência. É desse movimento que emerge, na obra, a discussão urgente sobre a obsolescência prisional. Para embasar essa discussão, contextualizamos a consecutividade entre o território das plantations e as prisões como reflexo da institucionalização da colonialidade e do racismo nas Américas, em diálogo com a historicização proposta pela filósofa estadunidense Angela Davis e com o conceito de memórias da plantação, cunhado pela filósofa portuguesa Grada Kilomba, relevante para situar as diversas camadas discursivas que se articulam para barrar a conquista da cidadania plena para pessoas racializadas. 2024 artículo científico 1518-0158 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323179802002 https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/ https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/html/ https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/323179802002.epub https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/movil 10.1590/2316-40187102 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3231 Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea application/pdf Universidade de Brasília Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea (Brasil) Num.71
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A obsolescência prisional em Assim na terra como embaixo da terra, de Ana Paula Maia Anne Quiangala Lengua y Literatura racismo Encarceramento Ana Paula Maia Assim na terra como embaixo da terra Com base na análise do romance Assim na terra como embaixo da terra (2017), de Ana Paula Maia, discute-se a representação da obsolescência do sistema prisional e sua permanência como reiteração de um processo colonial em curso e constante reformulação. A narrativa passa-se, majoritariamente, em uma colônia penal isolada, em um tempo e região imprecisos, mas com fortes indícios de ser uma representação do centro-oeste brasileiro contemporâneo. Nesta narrativa realista, a passagem de tempo sofre uma dilatação significativa, do ponto de vista psicológico, dado o estado de angústia da espera dos prisioneiros (apenados e oficiais), confinados em espaço e atividades restritas. Do ponto de vista cronológico, camadas literais de experiências desdobram uma questão relevante: por um lado, a passagem de tempo é observável no desgaste da matéria e, por outro, as relações mudam de forma aparente, mas permanecem inalteradas em essência. É desse movimento que emerge, na obra, a discussão urgente sobre a obsolescência prisional. Para embasar essa discussão, contextualizamos a consecutividade entre o território das plantations e as prisões como reflexo da institucionalização da colonialidade e do racismo nas Américas, em diálogo com a historicização proposta pela filósofa estadunidense Angela Davis e com o conceito de memórias da plantação, cunhado pela filósofa portuguesa Grada Kilomba, relevante para situar as diversas camadas discursivas que se articulam para barrar a conquista da cidadania plena para pessoas racializadas. 2024 artículo científico 1518-0158 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323179802002 https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/ https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/html/ https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/323179802002.epub https://www.redalyc.org/journal/3231/323179802002/movil 10.1590/2316-40187102 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3231 Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea application/pdf Universidade de Brasília Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea (Brasil) Num.71
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