Para além da dupla consciência: Gestão Social e as antessalas epistemológicas
Fuente:
Redalyc
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| Auteur principal: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Langue: | pt |
| Publié: |
Fundação Getulio Vargas
2014
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| _version_ | 1876466376154021888 |
|---|---|
| author | Carlos Eduardo Justen |
| author_facet | Carlos Eduardo Justen |
| contents | Para além da dupla consciência: Gestão Social e as antessalas epistemológicas Carlos Eduardo Justen Luís Moretto Neto Paulo Otolini Garrido Administración y Contabilidad Gestão Social Epistemologia Dupla consciência A partir da noção de dupla consciência, observada na obra The souls of black folk (1903), de W. E. B. Du Bois e utilizada como metarreferência discursiva, este artigo, como ensaio teórico, objetiva estabelecer uma reflexão epistemológica que contribua para que a Gestão Social não recaia na patologia da dupla consciência – uma gestão, na forma de ação social, que se credita normativamente emancipatória, mas que representa na materialidade da vida, de modo contraditório, a continuidade de uma realidade social opressora. Para tanto, após a identificação do sentido axiológico atribuído à Gestão Social e o apontamento das principais dificuldades, limitações e críticas mapeadas na literatura especializada, foram trazidas à baila duas temáticas pouco exploradas no âmbito da Gestão Social – relações de poder, consubstanciadas no conceito de colonialidade de poder, e a relação homem/natureza, delineada pelo aspecto da ecologia – a fim de demonstrar que tal gestão, uma gestão-problema, não uma gestão-resposta, deve desenvolver a capacidade de se autoproblematizar, de sentir-se como um problema e de refletir acerca de suas próprias questões não explicitadas. Ao final, após a exposição de um conjunto de caracteres epistemológicos, demonstrou-se que a Gestão Social, para não padecer das lacunas epistemológicas observadas na Gestão Estratégica, rompendo com a tendência de constituir uma antessala epistemológica, ao filtrar seletivamente as realidades observáveis e significativas e, dessa feita, mantendo a coesão social propiciada pela ideologia da gestão hegemônica, ela deve constituir a possibilidade plural de outras gestões, a partir de saberes e prática situados. 2014 artículo científico 1679-3951 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323231099005 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3232 Cadernos EBAPE.BR application/pdf Fundação Getulio Vargas Cadernos EBAPE.BR (Brasil) Num.2 Vol.12 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_323231099005 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2014 |
| publisher | Fundação Getulio Vargas |
| spellingShingle | Para além da dupla consciência: Gestão Social e as antessalas epistemológicas Carlos Eduardo Justen Administración y Contabilidad Gestão Social Epistemologia Dupla consciência Para além da dupla consciência: Gestão Social e as antessalas epistemológicas Carlos Eduardo Justen Luís Moretto Neto Paulo Otolini Garrido Administración y Contabilidad Gestão Social Epistemologia Dupla consciência A partir da noção de dupla consciência, observada na obra The souls of black folk (1903), de W. E. B. Du Bois e utilizada como metarreferência discursiva, este artigo, como ensaio teórico, objetiva estabelecer uma reflexão epistemológica que contribua para que a Gestão Social não recaia na patologia da dupla consciência – uma gestão, na forma de ação social, que se credita normativamente emancipatória, mas que representa na materialidade da vida, de modo contraditório, a continuidade de uma realidade social opressora. Para tanto, após a identificação do sentido axiológico atribuído à Gestão Social e o apontamento das principais dificuldades, limitações e críticas mapeadas na literatura especializada, foram trazidas à baila duas temáticas pouco exploradas no âmbito da Gestão Social – relações de poder, consubstanciadas no conceito de colonialidade de poder, e a relação homem/natureza, delineada pelo aspecto da ecologia – a fim de demonstrar que tal gestão, uma gestão-problema, não uma gestão-resposta, deve desenvolver a capacidade de se autoproblematizar, de sentir-se como um problema e de refletir acerca de suas próprias questões não explicitadas. Ao final, após a exposição de um conjunto de caracteres epistemológicos, demonstrou-se que a Gestão Social, para não padecer das lacunas epistemológicas observadas na Gestão Estratégica, rompendo com a tendência de constituir uma antessala epistemológica, ao filtrar seletivamente as realidades observáveis e significativas e, dessa feita, mantendo a coesão social propiciada pela ideologia da gestão hegemônica, ela deve constituir a possibilidade plural de outras gestões, a partir de saberes e prática situados. 2014 artículo científico 1679-3951 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323231099005 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3232 Cadernos EBAPE.BR application/pdf Fundação Getulio Vargas Cadernos EBAPE.BR (Brasil) Num.2 Vol.12 |
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