Mobilidades no labirinto: tensionando as fronteiras nas carreiras de mulheres
Fuente:
Redalyc
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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Fundação Getulio Vargas
2020
|
| Subjects: | |
| Online Access: | |
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| _version_ | 1876444417530789888 |
|---|---|
| author | ALINE MENDONÇA FRAGA |
| author_facet | ALINE MENDONÇA FRAGA |
| contents | Mobilidades no labirinto: tensionando as fronteiras nas carreiras de mulheres ALINE MENDONÇA FRAGA SIDINEI ROCHA-DE-OLIVEIRA Administración y Contabilidad Gênero Mulheres Carreira Mobilidade O mundo do trabalho contemporâneo se revela um cenário formado por diferentes contextos (global, de sociedade e cultura, de origem e de trabalho) que marcam trajetórias de carreira individuais e coletivas. Todos esses contextos trazem a historicidade das construções de gênero e constituem mobilidades no labirinto que tensionam fronteiras nas carreiras de mulheres. Considerando a lacuna de estudos que articulam carreira, mobilidade e gênero, este artigo teórico argumenta que a mobilidade, sobretudo geográfica e social, pode ter reduzida disponibilidade para mulheres, em razão de fronteiras que engendram pontos de imobilidade, ancorados por relações socioculturais, políticas, organizacionais e biológicas. Estas são manifestadas por: a) restrições à liberdade em alguns países; b) configurações familiares; c) expectativas relativas à maternidade e atividades de cuidado de crianças e pessoas idosas - socialmente atribuídas às mulheres; d) teto de vidro organizacional; e e) pouca representatividade em cargos de poder. A formação dessas imobilidades leva à produção de um sedentarismo, por vezes involuntário, que impõe barreiras simbólicas e vivenciadas em labirintos em sua trajetória profissional. Mobilidades no labirinto são desorientadas do caminho seguro das carreiras tradicionais, em termos de tempo e espaço, e incertas quanto às possibilidades nos novos modelos de carreira. Carreiras são campos históricos, dinâmicos e em processo de mudança, assim como gênero. O imperativo das carreiras móveis e as (im)possibilidades do ponto de vista dos marcadores sociais de diferença se mostram oportunos para debates críticos e um aprofundamento teórico e empírico quanto às suas limitações. 2020 artículo científico 1679-3951 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323265574009 https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/ https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/html/ https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/323265574009.epub https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/movil 10.1590/1679-395120190141 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3232 Cadernos EBAPE.BR application/pdf Fundação Getulio Vargas Cadernos EBAPE.BR (Brasil) Vol.18 |
| format | Artículo científico |
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| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2020 |
| publisher | Fundação Getulio Vargas |
| spellingShingle | Mobilidades no labirinto: tensionando as fronteiras nas carreiras de mulheres ALINE MENDONÇA FRAGA Administración y Contabilidad Gênero Mulheres Carreira Mobilidade Mobilidades no labirinto: tensionando as fronteiras nas carreiras de mulheres ALINE MENDONÇA FRAGA SIDINEI ROCHA-DE-OLIVEIRA Administración y Contabilidad Gênero Mulheres Carreira Mobilidade O mundo do trabalho contemporâneo se revela um cenário formado por diferentes contextos (global, de sociedade e cultura, de origem e de trabalho) que marcam trajetórias de carreira individuais e coletivas. Todos esses contextos trazem a historicidade das construções de gênero e constituem mobilidades no labirinto que tensionam fronteiras nas carreiras de mulheres. Considerando a lacuna de estudos que articulam carreira, mobilidade e gênero, este artigo teórico argumenta que a mobilidade, sobretudo geográfica e social, pode ter reduzida disponibilidade para mulheres, em razão de fronteiras que engendram pontos de imobilidade, ancorados por relações socioculturais, políticas, organizacionais e biológicas. Estas são manifestadas por: a) restrições à liberdade em alguns países; b) configurações familiares; c) expectativas relativas à maternidade e atividades de cuidado de crianças e pessoas idosas - socialmente atribuídas às mulheres; d) teto de vidro organizacional; e e) pouca representatividade em cargos de poder. A formação dessas imobilidades leva à produção de um sedentarismo, por vezes involuntário, que impõe barreiras simbólicas e vivenciadas em labirintos em sua trajetória profissional. Mobilidades no labirinto são desorientadas do caminho seguro das carreiras tradicionais, em termos de tempo e espaço, e incertas quanto às possibilidades nos novos modelos de carreira. Carreiras são campos históricos, dinâmicos e em processo de mudança, assim como gênero. O imperativo das carreiras móveis e as (im)possibilidades do ponto de vista dos marcadores sociais de diferença se mostram oportunos para debates críticos e um aprofundamento teórico e empírico quanto às suas limitações. 2020 artículo científico 1679-3951 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=323265574009 https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/ https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/html/ https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/323265574009.epub https://www.redalyc.org/journal/3232/323265574009/movil 10.1590/1679-395120190141 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3232 Cadernos EBAPE.BR application/pdf Fundação Getulio Vargas Cadernos EBAPE.BR (Brasil) Vol.18 |
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| topic | Administración y Contabilidad Gênero Mulheres Carreira Mobilidade |
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