A difusão do Orçamento Participativo brasileiro: "boas práticas" devem ser promovidas?

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Auteur principal: Brian Wampler
Format: Artículo científico
Langue:pt
Publié: Universidade Estadual de Campinas 2008
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contents A difusão do Orçamento Participativo brasileiro: "boas práticas" devem ser promovidas? Brian Wampler Política Brasil difusão políticas públicas orçamento participativo democracia participativa A “terceira onda“ de democratização foi acompanhada pela proliferação de novas instituições, que permitem aos cidadãos deliberar e decidir sobre o resultado das políticas adotadas. Organizações internacionais de prestígio, como o Banco Mundial e as Nações Unidas, disseminaram programas de “boas práticas“, associados a esforços de reformar políticas apoiadas na idéia de “boa governança“. Um dos programas mais conhecidos, o Orçamento Participativo (OP), foi adotado pela primeira vez pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil em 1989, como forma de promover justiça social, responsabilidade e transparência. A adoção do orçamento participativo no Brasil se ampliou, capitaneada pelo partido. Não obstante seu pioneirismo, por volta de 2001, quase a metade dos programas de OP haviam sido adotados por governos de outros partidos. O que pode explicar por que governos municipais no Brasil, em especial governos de outros partidos, adotaram programas de OP? Este artigo procura avaliar a probabilidade de que um município adote o OP, recorrendo à análise de regressão logística para testar um modelo que inclua variáveis eleitorais, econômicas, regionais e de redes de políticas públicas. Na conclusão, avalia-se concisamente se os governos que adotam o OP são capazes de produzir resultados similares aos resultados iniciais que inspiraram a designação de “boa prática“, o que leva a enfrentar a questão: sob que condições a eventual adoção de programas de “boas práticas“ deveria ser promovida? 2008 artículo científico 0104-6276 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=32914103 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=329 Opinião Pública application/pdf Universidade Estadual de Campinas Opinião Pública (Brasil) Num.1 Vol.14
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Brian Wampler
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Brasil
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A difusão do Orçamento Participativo brasileiro: "boas práticas" devem ser promovidas? Brian Wampler Política Brasil difusão políticas públicas orçamento participativo democracia participativa A “terceira onda“ de democratização foi acompanhada pela proliferação de novas instituições, que permitem aos cidadãos deliberar e decidir sobre o resultado das políticas adotadas. Organizações internacionais de prestígio, como o Banco Mundial e as Nações Unidas, disseminaram programas de “boas práticas“, associados a esforços de reformar políticas apoiadas na idéia de “boa governança“. Um dos programas mais conhecidos, o Orçamento Participativo (OP), foi adotado pela primeira vez pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil em 1989, como forma de promover justiça social, responsabilidade e transparência. A adoção do orçamento participativo no Brasil se ampliou, capitaneada pelo partido. Não obstante seu pioneirismo, por volta de 2001, quase a metade dos programas de OP haviam sido adotados por governos de outros partidos. O que pode explicar por que governos municipais no Brasil, em especial governos de outros partidos, adotaram programas de OP? Este artigo procura avaliar a probabilidade de que um município adote o OP, recorrendo à análise de regressão logística para testar um modelo que inclua variáveis eleitorais, econômicas, regionais e de redes de políticas públicas. Na conclusão, avalia-se concisamente se os governos que adotam o OP são capazes de produzir resultados similares aos resultados iniciais que inspiraram a designação de “boa prática“, o que leva a enfrentar a questão: sob que condições a eventual adoção de programas de “boas práticas“ deveria ser promovida? 2008 artículo científico 0104-6276 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=32914103 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=329 Opinião Pública application/pdf Universidade Estadual de Campinas Opinião Pública (Brasil) Num.1 Vol.14
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