O ethos negativo e a arte de vanguarda: modernismo destrutivo das vanguardas históricas do início do século XX
Fuente:
Redalyc
Gespeichert in:
| 1. Verfasser: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Sprache: | pt |
| Veröffentlicht: |
Universidade de Brasília
2007
|
| Schlagworte: | |
| Online-Zugang: | |
| Tags: |
Tag hinzufügen
Keine Tags, Fügen Sie den ersten Tag hinzu!
|
| _version_ | 1876474449849483264 |
|---|---|
| author | Márcio Takeo Sobral Hagihara |
| author_facet | Márcio Takeo Sobral Hagihara |
| contents | O ethos negativo e a arte de vanguarda: modernismo destrutivo das vanguardas históricas do início do século XX Márcio Takeo Sobral Hagihara Sociología Bauhaus Dadaísmo século XX arte gauche Surrealismo No tocante à análise sociológica da arte, a fase de transição entre o romantismo e o modernismo permanece obscura. Anteriormente ao modernismo construtivista, emergiu o modelo vanguardista de arte, caracterizado pelo profundo teor niilista, antitético e destrutivo. A arte gauche dos realistas e dos impressionistas, bem como, as vanguardas negativas como o expressionismo, o surrealismo e o dadaísmo foram indispensáveis para a consolidação da autonomi-zação do campo artístico por meio da criação de instituições, grupos e, principalmente, de um ethos artístico específico. A lógica da negatividade – resultado da rede de interações sociais e dos vários tipos de afiliações entre a intelligentsia e as elites políticas –, abriu caminho para a institucionalização de valores como a originalidade da obra de arte, a liberdade de criação e a expressão subjetiva, a tríade guiadora das ações sociais do artista e do processo criativo dos artistas de vanguarda no início do século XX. A autonomização do campo artístico gravitou em torno de uma ética da convicção baseada na crítica social, denominada ethos negativo. Entretanto, os artistas não se limitaram a repetir uma mera formulação dos intelectuais de esquerda. A negação através da arte implicou especificidades. Uma história social de rechaçamentos e alijamentos alimentou a utopia dos artistas de vanguarda em destruir a esperança positivista e criar sua própria idéia de futuro. A arte modernista precisou arruinar o passado e o futuro para construir sua própria utopia. 2007 artículo científico 0102-6992 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930888013 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3399 Sociedade e Estado application/pdf Universidade de Brasília Sociedade e Estado (Brasil) Num.1 Vol.22 |
| format | Artículo científico |
| id | redalyc_339930888013 |
| institution | Redalyc |
| language | pt |
| publishDate | 2007 |
| publisher | Universidade de Brasília |
| spellingShingle | O ethos negativo e a arte de vanguarda: modernismo destrutivo das vanguardas históricas do início do século XX Márcio Takeo Sobral Hagihara Sociología Bauhaus Dadaísmo século XX arte gauche Surrealismo O ethos negativo e a arte de vanguarda: modernismo destrutivo das vanguardas históricas do início do século XX Márcio Takeo Sobral Hagihara Sociología Bauhaus Dadaísmo século XX arte gauche Surrealismo No tocante à análise sociológica da arte, a fase de transição entre o romantismo e o modernismo permanece obscura. Anteriormente ao modernismo construtivista, emergiu o modelo vanguardista de arte, caracterizado pelo profundo teor niilista, antitético e destrutivo. A arte gauche dos realistas e dos impressionistas, bem como, as vanguardas negativas como o expressionismo, o surrealismo e o dadaísmo foram indispensáveis para a consolidação da autonomi-zação do campo artístico por meio da criação de instituições, grupos e, principalmente, de um ethos artístico específico. A lógica da negatividade – resultado da rede de interações sociais e dos vários tipos de afiliações entre a intelligentsia e as elites políticas –, abriu caminho para a institucionalização de valores como a originalidade da obra de arte, a liberdade de criação e a expressão subjetiva, a tríade guiadora das ações sociais do artista e do processo criativo dos artistas de vanguarda no início do século XX. A autonomização do campo artístico gravitou em torno de uma ética da convicção baseada na crítica social, denominada ethos negativo. Entretanto, os artistas não se limitaram a repetir uma mera formulação dos intelectuais de esquerda. A negação através da arte implicou especificidades. Uma história social de rechaçamentos e alijamentos alimentou a utopia dos artistas de vanguarda em destruir a esperança positivista e criar sua própria idéia de futuro. A arte modernista precisou arruinar o passado e o futuro para construir sua própria utopia. 2007 artículo científico 0102-6992 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930888013 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3399 Sociedade e Estado application/pdf Universidade de Brasília Sociedade e Estado (Brasil) Num.1 Vol.22 |
| title | O ethos negativo e a arte de vanguarda: modernismo destrutivo das vanguardas históricas do início do século XX |
| topic | Sociología Bauhaus Dadaísmo século XX arte gauche Surrealismo |
| url | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930888013 |