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Bibliographic Details
Main Author: Vitor Hugo Bernstorff
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Brasília 2008
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930892011
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Table of Contents:
  • Relações entre satisfação, competência, saúde e absenteísmo no trabalho em uma grande instituição bancária pública Vitor Hugo Bernstorff Sociología DORT Banco do Brasil saúde ocupacional estresse emocional desempenho individual Este estudo teve como objetivo correlacionar satisfação profissional, avaliação de desempenho por competência individual, exame de saúde ocupacional e as estratégias de resistência caracterizadas pelas formas de absenteísmo no trabalho. Foram avaliados os dados de 28.230 trabalhadores de um grande banco público brasileiro. Identificaram-se cinco categorias da satisfação profissional: o conteúdo do trabalho, o salário, o ambiente social, as condições físicas e o aprendizado. A competência individual foi avaliada numa perspectiva de 360 graus, na qual atuam o superior hierárquico, pares, subordinados e o próprio trabalhador, atribuindo-se um valor ao desempenho humano na competitividade organizacional. A saúde ocupacional foi medida pelo estresse emocional e sintomas do DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho). O absenteísmo no trabalho foi medido por: ausência voluntária não abonada, licença-saúde <= 15 dias e licença-saúde > 15 dias. Conclui-se que há um efeito espelho da satisfação, no qual cada categoria da satisfação influencia as demais positivamente tendendo ao prazer no trabalho e que o maior efeito negativo sobre a satisfação profissional é o excesso de trabalho, intensificação da flexibilização produtiva. Evidencia-se também a importância do significado do trabalho, pois pessoas inseridas nos locais adequados, e que vêem sentido no que fazem, agregam valor aos aspectos econômicos e sociais da organização. Conclui-se também que o modelo de desempenho por competência individual aplicado pela empresa, repleto de desubjetivação, é inócuo e merecedor de descrédito. Outra conclusão é que o estresse ocupacional sofre muita influência da intensificação do trabalho e pelas atividades sem desafios num ambiente social individualizante e sem cooperação, inclusive de gênero. Por fim, concluímos que o estresse e o DORT, concomitantemente com a insatisfação profissional, promovem uma resistência individual ao trabalho através da licença-saúde de curta duração (<= 15 dias) relacionada com o desgaste e o limite de tolerância frente às condições e à organização do trabalho, num enfrentamento psicodinâmico e como estratégia da reflexividade. Essas ausências imprevisíveis são expressivas e nocivas econômica e socialmente à organização do trabalho e à qualidade da vida humana. 2008 artículo científico 0102-6992 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930892011 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3399 Sociedade e Estado application/pdf Universidade de Brasília Sociedade e Estado (Brasil) Num.1 Vol.23