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Bibliographic Details
Main Author: Maria Isabel Pojo do Rego
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade de Brasília 2008
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930894018
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Table of Contents:
  • Flexibilizar, vulnerabilizar e precarizar: efeitos da desestruturação da vida dos trabalhadores brasileiros, sob as ordens do “mercado” Maria Isabel Pojo do Rego Sociología mais valia mercado autonomia desemprego A pesquisa se apoiou na hipótese central de que a incerteza vem sendo utilizada como uma técnica, um instrumento de poder do atual estágio do capitalismo especulativo, para produzir corpos dóceis sujeitos a uma mais intensa exploração do capital, na medida em que viver sob condições incertas produz uma clara sensação de medo do porvir. Medo expresso na permanente ameaça de demissão, que as novas tecnologias de gestão do capital sabem bem explorar para submeter os trabalhadores a trabalho cujas jornadas são intensificadas, bem como estendidas em horas e horas a mais de trabalho não remunerado. O recorte analítico colocou em relevo a ameaça do desemprego experimentada pelos empregados ou desempregados que trabalham em Brasília, cujas subjetividades deixaram transparecer, ao analisarmos suas trajetórias profissionais. Verificou-se que a principal questão reveladora do medo que fragiliza o trabalhador de hoje está na contraposição entre o tempo de trabalho e o tempo de não-trabalho. Essa fragilização se apresenta nos campos cultural, jurídico, econômico, político e social. No campo econômico, o processo de mundialização provoca impactos negativos nas relações de assalariamento a partir da lógica adotada pela gestão baseada em valor (VBM); no campo cultural, as especificidades culturais, como a prática do comportamento clientelista, determinam a forma de se conseguir emprego no Brasil; no campo jurídico, a flexibilização da lei trabalhista brasileira em favor do empregador trazem novas modalidades de contratação com prejuízo para a classe trabalhadora; e, no campo político, o desmonte promovido no sistema sindical brasileiro deixa o empregado ainda mais desprotegido. Por fim, no campo social, podemos afirmar que a ditadura do “mercado” nos coloca diante de um processo de flexibilização das relações de trabalho, bem como da vulnerabilidade da população economicamente ativa e da precarização social dos trabalhadores que inviabiliza a possibilidade de autonomia de si, promovendo, com isso, a intensificação da expropriação da mais-valia. 2008 artículo científico 0102-6992 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930894018 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3399 Sociedade e Estado application/pdf Universidade de Brasília Sociedade e Estado (Brasil) Num.3 Vol.23