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| 1. Verfasser: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Sprache: | pt |
| Veröffentlicht: |
Universidade de Brasília
2011
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| Schlagworte: | |
| Online-Zugang: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930915024 |
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Inhaltsangabe:
- Os Medos e os Processos de Segregação Socioespacial na Cidade de Brasília Jean Carlos Gomes Camargo Sociología Brasília Insegurança Medos Urbanos Desigualdades Sociais Segregação Socioespacial Esta pesquisa apresenta uma análise dos medos urbanos entre moradores do Plano Piloto (Brasília), a partir de uma abordagem que conjuga o foco da sociologia urbana com uma perspectiva de análise afinada com a sociologia psicológica de Bernard Lahire. Objetivamos saber como os medos se articulam a um padrão de comportamento e interação social e como formas de classificação reiteram a segregação socioespacial. A partir de entrevistas semi-estruturadas, buscamos captar sensações, valores e práticas, seguindo a lógica de classificação dos entrevistados para os quais o espaço urbano de todo Distrito Federal oferece o quadrante para julgamentos classificatórios. A partir desta pesquisa percebemos como a vivência dos indivíduos no espaço urbano participa da configuração dos medos urbanos. Os indivíduos elaboram, no pla-no das representações, uma cartografia dos medos urbanos e figuras de perigo materializadas e personificadas. Observamos que a utilização dos espaços públicos do Plano Piloto pelos indivíduos de cidades-satélites é vista como uma “invasão” indesejada. O espaço urbano do Plano Piloto é marcado por premeditação, planejamento, organização, normatização, homogeneidade social. Essas características ensejam afetos ambivalentes nos indivíduos. Ao mesmo tempo em que os brasilienses do Plano questionam a falta de mudança no espaço físico da cidade, defendem a permanência de um espaço socialmente homogêneo. Este discurso tende a corroborar a utopia arquitetônica de Le Corbusier (planejamento, ordem e estabilidade) presente no projeto de Lucio Costa. Frequentemente, os discursos dos entrevistados salientam a proposta original do Plano Piloto enquanto uma cidade administrativa que “foi feita para o funcionário”. Essa definição singular desse espaço garante-lhes marcas de distinção que os caracterizam: “ter alto salário”, “ser funcionário público”, “morar em áreas nobres” e “ter acesso a altos padrões urbanísticos”. Esta pesquisa evidenciou que a cidade é vista como espaço que incita medos e, ao mesmo tempo, corrompe os indivíduos. Os moradores do Plano evocam um ideal de vida segura relacionada à fazenda e ao campo definidos por eles como espaços que incitam sensações de segurança em contraposição aos espaços da cidade vistos como espaços de medos. 2011 artículo científico 0102-6992 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930915024 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3399 Sociedade e Estado application/pdf Universidade de Brasília Sociedade e Estado (Brasil) Num.1 Vol.26