Ideologia e utopia de Brasília: disputas em torno do projeto de Brasil moderno

Fuente: Redalyc
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Autore principale: Bruno Gontyjo do Couto
Natura: Artículo científico
Lingua:pt
Pubblicazione: Universidade de Brasília 2013
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author Bruno Gontyjo do Couto
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contents Ideologia e utopia de Brasília: disputas em torno do projeto de Brasil moderno Bruno Gontyjo do Couto Sociología Estado cultura Brasília modernismo arquitetura O presente estudo se propõe a lançar um novo olhar sobre a cidade de Brasília. Tomando a cidade como um espaço-memória, o nosso objetivo primordial consiste em destrinchar as trajetórias e cruzamentos históricos que estão aí materializados, configurando essa cidade como uma síntese histórica. Antes de qualquer coisa, é preciso ter em conta que a cidade nasce como uma capital planejada e concebida enquanto parte de um projeto de desenvolvimento nacional que, em última instância, almejava a renovação da sociedade brasileira. A cidade nasce como projeção de uma sociedade que ainda não existe. De algum modo, o nosso percurso de pesquisa se propõe a analisar a história de Brasília para entender qual é o lugar por ela ocupado na história, enquanto evento que sintetiza uma série de processos e que de alguma forma foi perpetrado com a finalidade última de controlar e transformar a própria história enquanto fluxo. Assim, nos propomos a descobrir e analisar as condições de possibilidade de emergência dessa cidade, esmiuçando as linhas de força históricas que levam até ela e que, de algum modo, estão materializadas como parte desse espaço e conservadas como parte dessa memória. Com esse intuito, nos propomos a analisar, no primeiro capítulo, o arranjo histórico que deu vida ao projeto de interiorização da capital como parte de um projeto republicano de civilização no Brasil. A nossa hipótese é que a agenda da transferência torna-se um imperativo a partir do momento em que é acoplada a uma determinada visão do mundo social e um respectivo projeto de poder. No segundo capítulo, procuramos destrinchar os caminhos que levam o modernismo cultural a se amalgamar às razões de Estado no regime Vargas através da linguagem do moderno e do nacional, fomentando a aliança entre modernismo arquitetônico e Estado ao longo das décadas seguintes. A nosso ver, esses cruzamentos foram fundamentais para a construção do modernismo do grupo carioca enquanto vanguarda arquitetônica oficial, desdobrando-se na escolha “natural” de Niemeyer e Costa para projetar a nova capital do país e na constituição de Brasília enquanto uma cidade modernista. Finalmente, no terceiro e último capitulo, tentamos compreender o contexto político e econômico que contribuiu para a formação do projeto de desenvolvimento nacional que dá nova vida à agenda de interiorização da capital, culminando na proposta de Juscelino Kubitschek de construir Brasília. 2013 artículo científico 0102-6992 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930956018 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3399 Sociedade e Estado application/pdf Universidade de Brasília Sociedade e Estado (Brasil) Num.3 Vol.28
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Ideologia e utopia de Brasília: disputas em torno do projeto de Brasil moderno Bruno Gontyjo do Couto Sociología Estado cultura Brasília modernismo arquitetura O presente estudo se propõe a lançar um novo olhar sobre a cidade de Brasília. Tomando a cidade como um espaço-memória, o nosso objetivo primordial consiste em destrinchar as trajetórias e cruzamentos históricos que estão aí materializados, configurando essa cidade como uma síntese histórica. Antes de qualquer coisa, é preciso ter em conta que a cidade nasce como uma capital planejada e concebida enquanto parte de um projeto de desenvolvimento nacional que, em última instância, almejava a renovação da sociedade brasileira. A cidade nasce como projeção de uma sociedade que ainda não existe. De algum modo, o nosso percurso de pesquisa se propõe a analisar a história de Brasília para entender qual é o lugar por ela ocupado na história, enquanto evento que sintetiza uma série de processos e que de alguma forma foi perpetrado com a finalidade última de controlar e transformar a própria história enquanto fluxo. Assim, nos propomos a descobrir e analisar as condições de possibilidade de emergência dessa cidade, esmiuçando as linhas de força históricas que levam até ela e que, de algum modo, estão materializadas como parte desse espaço e conservadas como parte dessa memória. Com esse intuito, nos propomos a analisar, no primeiro capítulo, o arranjo histórico que deu vida ao projeto de interiorização da capital como parte de um projeto republicano de civilização no Brasil. A nossa hipótese é que a agenda da transferência torna-se um imperativo a partir do momento em que é acoplada a uma determinada visão do mundo social e um respectivo projeto de poder. No segundo capítulo, procuramos destrinchar os caminhos que levam o modernismo cultural a se amalgamar às razões de Estado no regime Vargas através da linguagem do moderno e do nacional, fomentando a aliança entre modernismo arquitetônico e Estado ao longo das décadas seguintes. A nosso ver, esses cruzamentos foram fundamentais para a construção do modernismo do grupo carioca enquanto vanguarda arquitetônica oficial, desdobrando-se na escolha “natural” de Niemeyer e Costa para projetar a nova capital do país e na constituição de Brasília enquanto uma cidade modernista. Finalmente, no terceiro e último capitulo, tentamos compreender o contexto político e econômico que contribuiu para a formação do projeto de desenvolvimento nacional que dá nova vida à agenda de interiorização da capital, culminando na proposta de Juscelino Kubitschek de construir Brasília. 2013 artículo científico 0102-6992 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=339930956018 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3399 Sociedade e Estado application/pdf Universidade de Brasília Sociedade e Estado (Brasil) Num.3 Vol.28
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