Estratégias de dispersão, produção de frutos e extrativismo da palmeira Astrocaryum jauari Mart. Nos Igapós do Rio Negro: implicações para a ictiofauna

Fuente: Redalyc
Guardado en:
Detalles Bibliográficos
Autor principal: M. T. F. Piedade
Formato: Artículo científico
Lenguaje:pt
Publicado: Universidad Nacional Agraria La Molina 2003
Materias:
Acceso en línea:
Etiquetas: Agregar Etiqueta
Sin Etiquetas, Sea el primero en etiquetar este registro!
_version_ 1876459673813516288
author M. T. F. Piedade
author_facet M. T. F. Piedade
contents Estratégias de dispersão, produção de frutos e extrativismo da palmeira Astrocaryum jauari Mart. Nos Igapós do Rio Negro: implicações para a ictiofauna M. T. F. Piedade P. Parolin W. J. Junk Estudios Ambientales igapós Amazônia ictiocoria extrativismo áreas alagáveis Astrocaryum jauari é a palmeira mais freqüente nos igapós do Rio Negro, na Amazôniabrasileira, medindo em torno de 20 m de altura, encontrada raramente isolada e comumenteformando touceiras com 4 a 6 indivíduos de tamanhos distintos, oriundos a partir de um únicorizoma. A abscisão dos frutos ocorre durante o pico das cheias e inicio da descida das águas,sendo estes consumidos por peixes. A palmeira tem valor comercial sendo dela extraído palmitoque, por cerca de 20 anos, até 1998, constituiu a base da produção industrial de palmito naAmazônia Central. Este estudo visou estabelecer a dinâmica de produção sazonal e biomassa defrutos de A. jauari em relação aos níveis de inundação de sua área de ocorrência e suasimplicações em termos da dispersão e distribuição local da palmeira. Observações sistemáticasforam conduzidas na Estação Ecológica doArquipélago das Anavilhanas, perfazendo uma áreatotal de levantamento de 5.000 m2. Determinou-se a densidade relativa de A. jauari em relação aonível e duração da inundação anual. A produção de frutos foi acompanhada semanalmente emplantas individuai. Dados sobre peixes foram obtidos por meio de coletas, entrevistas e literatura.A. jauari ocorre das porções mais elevadas às mais baixas da planície alagável, inundadas de 270 a340 dias/ano. 125 indivíduos de A. jauari ocorreram nos 5.000 m2 amostrados, equivalendo a umadensidade de 250 ind/ha nas Anavilhanas. Apenas plantas adultas diretamente expostas à luzproduziram frutos, cada estipe 4 cachos ao ano, com cerca de 90 cm de comprimento, e 106 frutospor cacho. Cada fruto pesou em média 17 g, equivalendo à produção de 6,60 kg/palmeira/ano(peso fresco). 16 espécies de peixes exploram os frutos da palmeira, 10 possíveis dispersoras,dentre elas, 3 também predadoras. Pela ausência de estruturas para flutuação, quando na água ospropágulos afundam e, se as condições forem hipóxicas, ocorrerá a morte do fruto e semente. 2003 artículo científico 1726-2216 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=34120105 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=341 Ecología Aplicada application/pdf Universidad Nacional Agraria La Molina Ecología Aplicada (Perú) Num.1 Vol.2
format Artículo científico
id redalyc_34120105
institution Redalyc
language pt
publishDate 2003
publisher Universidad Nacional Agraria La Molina
spellingShingle Estratégias de dispersão, produção de frutos e extrativismo da palmeira Astrocaryum jauari Mart. Nos Igapós do Rio Negro: implicações para a ictiofauna
M. T. F. Piedade
Estudios Ambientales
igapós
Amazônia
ictiocoria
extrativismo
áreas alagáveis
Estratégias de dispersão, produção de frutos e extrativismo da palmeira Astrocaryum jauari Mart. Nos Igapós do Rio Negro: implicações para a ictiofauna M. T. F. Piedade P. Parolin W. J. Junk Estudios Ambientales igapós Amazônia ictiocoria extrativismo áreas alagáveis Astrocaryum jauari é a palmeira mais freqüente nos igapós do Rio Negro, na Amazôniabrasileira, medindo em torno de 20 m de altura, encontrada raramente isolada e comumenteformando touceiras com 4 a 6 indivíduos de tamanhos distintos, oriundos a partir de um únicorizoma. A abscisão dos frutos ocorre durante o pico das cheias e inicio da descida das águas,sendo estes consumidos por peixes. A palmeira tem valor comercial sendo dela extraído palmitoque, por cerca de 20 anos, até 1998, constituiu a base da produção industrial de palmito naAmazônia Central. Este estudo visou estabelecer a dinâmica de produção sazonal e biomassa defrutos de A. jauari em relação aos níveis de inundação de sua área de ocorrência e suasimplicações em termos da dispersão e distribuição local da palmeira. Observações sistemáticasforam conduzidas na Estação Ecológica doArquipélago das Anavilhanas, perfazendo uma áreatotal de levantamento de 5.000 m2. Determinou-se a densidade relativa de A. jauari em relação aonível e duração da inundação anual. A produção de frutos foi acompanhada semanalmente emplantas individuai. Dados sobre peixes foram obtidos por meio de coletas, entrevistas e literatura.A. jauari ocorre das porções mais elevadas às mais baixas da planície alagável, inundadas de 270 a340 dias/ano. 125 indivíduos de A. jauari ocorreram nos 5.000 m2 amostrados, equivalendo a umadensidade de 250 ind/ha nas Anavilhanas. Apenas plantas adultas diretamente expostas à luzproduziram frutos, cada estipe 4 cachos ao ano, com cerca de 90 cm de comprimento, e 106 frutospor cacho. Cada fruto pesou em média 17 g, equivalendo à produção de 6,60 kg/palmeira/ano(peso fresco). 16 espécies de peixes exploram os frutos da palmeira, 10 possíveis dispersoras,dentre elas, 3 também predadoras. Pela ausência de estruturas para flutuação, quando na água ospropágulos afundam e, se as condições forem hipóxicas, ocorrerá a morte do fruto e semente. 2003 artículo científico 1726-2216 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=34120105 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=341 Ecología Aplicada application/pdf Universidad Nacional Agraria La Molina Ecología Aplicada (Perú) Num.1 Vol.2
title Estratégias de dispersão, produção de frutos e extrativismo da palmeira Astrocaryum jauari Mart. Nos Igapós do Rio Negro: implicações para a ictiofauna
topic Estudios Ambientales
igapós
Amazônia
ictiocoria
extrativismo
áreas alagáveis
url https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=34120105