Cultivo de Millepora alcicornis como uma ferramenta para Restauração e Manejo dos Ecossistemas Recifais do Nordeste do Brasil

Fuente: Redalyc
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Auteur principal: Marília D. M. Oliveira
Format: Artículo científico
Langue:pt
Publié: Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos 2008
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author Marília D. M. Oliveira
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contents Cultivo de Millepora alcicornis como uma ferramenta para Restauração e Manejo dos Ecossistemas Recifais do Nordeste do Brasil Marília D. M. Oliveira Zelinda M. A. N. Leão Ruy K.P. Kikuchi Ciencias de la Tierra restauração Recifes de corais Millepora alcicornis Neste trabalho foi avaliado o potencial de cultivo do hidróide calcário Millepora alcicornis , importante construtor dos recifes no Brasil, como uma ferramenta para restaurar áreas recifais degradadas no Nordeste do Brasil. Os fragmentos de M. alcicornis foram produzidos a partir de cinco colônias coletadas na Baía de Todos os Santos, Salvador, Bahia. Esses fragmentos, medindo cerca de 10cm de altura, foram mantidos em condições de cultivo em sistema de aquário, sob o regime de luz 12 horas no claro/12 horas no escuro e ausência de suplemento alimentar durante 15 semanas. Os parâmetros físico-químicos foram controlados e mantidos em níveis adequados para o crescimento de organismos calcificadores com sistema de filtragem, trocas parciais de água do sistema, e adição de cálcio na água. Os fragmentos foram posicionados numa placa de vidro a 15 cm abaixo da superfície da água do aquário para receberam a mesma quantidade de luz. A extensão lateral (expansão) e o crescimento vertical (extensão vertical dos ramos) dos fragmentos foram avaliados semanalmente, através da comparação de fotografias digitais e as medidas de extensão lateral e do crescimento vertical foram quantificadas a cada cinco semanas. O peso (calcificação esquelética) de cada fragmento foi obtido uma vez por semana através da técnica do buoyant weight . O crescimento esquelético dos fragmentos foi comparado entre cada período de cinco semanas, através do teste de Kruskal-Wallis. Os resultados mostram que 100% dos fragmentos mantiveram-se fixados ao suporte durante as 15 semanas, sem qualquer sinal de estresse. Foi observado um aumento gradativo da extensão lateral em 60% dos fragmentos ao final de 15 semanas, quando 50% dos fragmentos atingiram o dobro dos valores de extensão lateral encontrada no final da quinta semana. Foi observado crescimento vertical de até 7mm em alguns dos ramos dos fragmentos ao final de 15 semanas. Não houve diferença significativa ao nível de 5% entre as média de crescimento esquelético dos fragmentos a cada período de cinco semanas. Isto confirma que a quantidade de carbonato de cálcio incorporada no esqueleto de M. alcicornis que pode formar a estrutura rígida do recife não foi afetada pelas condições de cultivo dos fragmentos no sistema de aquários, principalmente considerando o confinamento e o posicionamento dos fragmentos em relação à iluminação, bem como a disposição dos fragmentos na placa de vidro. Os fragmentos de M. alcicorni s a partir de 7g podem ser cultivados com um fotoperíodo de 12 horas por dia. 2008 artículo científico 1646-8872 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388340124014 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3883 Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management application/pdf Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management (Portugal) Num.2 Vol.8
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Marília D. M. Oliveira
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Cultivo de Millepora alcicornis como uma ferramenta para Restauração e Manejo dos Ecossistemas Recifais do Nordeste do Brasil Marília D. M. Oliveira Zelinda M. A. N. Leão Ruy K.P. Kikuchi Ciencias de la Tierra restauração Recifes de corais Millepora alcicornis Neste trabalho foi avaliado o potencial de cultivo do hidróide calcário Millepora alcicornis , importante construtor dos recifes no Brasil, como uma ferramenta para restaurar áreas recifais degradadas no Nordeste do Brasil. Os fragmentos de M. alcicornis foram produzidos a partir de cinco colônias coletadas na Baía de Todos os Santos, Salvador, Bahia. Esses fragmentos, medindo cerca de 10cm de altura, foram mantidos em condições de cultivo em sistema de aquário, sob o regime de luz 12 horas no claro/12 horas no escuro e ausência de suplemento alimentar durante 15 semanas. Os parâmetros físico-químicos foram controlados e mantidos em níveis adequados para o crescimento de organismos calcificadores com sistema de filtragem, trocas parciais de água do sistema, e adição de cálcio na água. Os fragmentos foram posicionados numa placa de vidro a 15 cm abaixo da superfície da água do aquário para receberam a mesma quantidade de luz. A extensão lateral (expansão) e o crescimento vertical (extensão vertical dos ramos) dos fragmentos foram avaliados semanalmente, através da comparação de fotografias digitais e as medidas de extensão lateral e do crescimento vertical foram quantificadas a cada cinco semanas. O peso (calcificação esquelética) de cada fragmento foi obtido uma vez por semana através da técnica do buoyant weight . O crescimento esquelético dos fragmentos foi comparado entre cada período de cinco semanas, através do teste de Kruskal-Wallis. Os resultados mostram que 100% dos fragmentos mantiveram-se fixados ao suporte durante as 15 semanas, sem qualquer sinal de estresse. Foi observado um aumento gradativo da extensão lateral em 60% dos fragmentos ao final de 15 semanas, quando 50% dos fragmentos atingiram o dobro dos valores de extensão lateral encontrada no final da quinta semana. Foi observado crescimento vertical de até 7mm em alguns dos ramos dos fragmentos ao final de 15 semanas. Não houve diferença significativa ao nível de 5% entre as média de crescimento esquelético dos fragmentos a cada período de cinco semanas. Isto confirma que a quantidade de carbonato de cálcio incorporada no esqueleto de M. alcicornis que pode formar a estrutura rígida do recife não foi afetada pelas condições de cultivo dos fragmentos no sistema de aquários, principalmente considerando o confinamento e o posicionamento dos fragmentos em relação à iluminação, bem como a disposição dos fragmentos na placa de vidro. Os fragmentos de M. alcicorni s a partir de 7g podem ser cultivados com um fotoperíodo de 12 horas por dia. 2008 artículo científico 1646-8872 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388340124014 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3883 Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management application/pdf Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management (Portugal) Num.2 Vol.8
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