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Bibliographische Detailangaben
1. Verfasser: Thiago Zagonel Serafini
Format: Artículo científico
Sprache:pt
Veröffentlicht: Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos 2010
Schlagworte:
Online-Zugang:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388340130003
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Inhaltsangabe:
  • Ilhas oceânicas brasileiras: biodiversidade conhecida e sua relação com o histórico de uso e ocupação humana Thiago Zagonel Serafini Georgeana Barbosa de França José Milton Andriguetto-Filho Ciencias de la Tierra Trindade Atol das Rocas Ilhas oceânicas Fernando de Noronha São Pedro e São Paulo As ilhas são ambientes particulares, pois devido ao seu isolamento geográfico geralmente abrigam uma biodiversidade peculiar, com grande número de espécies endêmicas. Espécies exóticas invasoras são atualmente consideradas como a segunda principal causa de perda de biodiversidade no mundo, e nas ilhas a biodiversidade é potencialmente mais vulnerável em decorrência da grande quantidade de espécies endêmicas e aos seus habitats restritos. As ilhas oceânicas brasileiras – os arquipélagos de Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, Martin Vaz, a Ilha da Trindade e o Atol das Rocas – variam em tamanho e distância do continente e comportam uma biodiversidade particular, com várias espécies endêmicas. Neste trabalho, a partir de um levantamento da literatura, procuramos discutir parte da biodiversidade conhecida e sua relação com o histórico do uso e ocupação das ilhas. Dentre os grupos taxonômicos já estudados destacam-se no ambiente marinho os peixes recifais e esponjas como grupos com grande endemismo e no terrestre as plantas vasculares, apesar da enorme lacuna existente com relação a outros grupos, como, por exemplo, os invertebrados terrestres. Fernando de Noronha é a ilha com o maior número de espécies, tanto marinhas quanto terrestres, em decorrência, principalmente, de sua dimensão e heterogeneidade de habitats, mas também por concentrar a maior parte dos estudos realizados sobre sua biota. Ao mesmo tempo, é a ilha que mais sofreu interferência na estrutura de sua biodiversidade, principalmente na terrestre, sendo que hoje a maior parte das espécies de vertebrados deste ambiente é exótica. Isto decorre de um longo histórico de uso e ocupação – não só de Fernando de Noronha, mas também das outras ilhas –, desde seus descobrimentos no século XVI até os dias de hoje. Parte da atual biodiversidade conhecida, principalmente àquela do ambiente terrestre, não reflete a diversidade quando do descobrimento das ilhas pelo homem e o início de sua ocupação. Fernando de Noronha e Trindade sofreram intenso desmatamento. Em Trindade a cobertura vegetal original – dominada por uma única espécie arbórea nativa – que ocupava 85% da ilha foi quase extinta em decorrência da ação de cabras e pela exploração direta pelo homem. Atualmente, todas as ilhas oceânicas brasileiras apresentam alguma forma de controle de uso, visando, direta ou indiretamente a conservação da biodiversidade, a qual, principalmente no que diz respeito ao ambiente marinho, é ainda muito rica. Ficam evidentes os desafios na gestão destes ambientes para compatibilizar o uso e a ocupação com a conservação da biodiversidade. 2010 artículo científico 1646-8872 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388340130003 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3883 Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management application/pdf Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management (Portugal) Num.3 Vol.10