Dinâmicas territoriais e a organização dos pescadores: A experiência da rede solidária da pesca no Brasil
Fuente:
Redalyc
Guardado en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Artículo científico |
| Lenguaje: | pt |
| Publicado: |
Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos
2011
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | |
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| _version_ | 1876471355287797760 |
|---|---|
| author | Vera de Fátima Maciel Lopes |
| author_facet | Vera de Fátima Maciel Lopes |
| contents | Dinâmicas territoriais e a organização dos pescadores: A experiência da rede solidária da pesca no Brasil Vera de Fátima Maciel Lopes Ubirajara Aluízio de O. Mattos Sidney Lianza Elmo Rodrigues da Silva Paula Raquel dos Santos Ciencias de la Tierra rede pesca Território identidade territorial Este artigo apresenta uma análise sobre território e identidade socioterritorial na pesca artesanal. Considerando os processos hegemônicos de produção e as dificuldades dos pescadores em manter a sua cultura, ressalta-se a importância em contribuir com o fortalecimento das organizações dos pescadores, evidenciando as experiências desenvolvidas no âmbito da Rede Solidária da Pesca, onde se articulam projetos e ações políticas que visam a fortalecer as comunidades pesqueiras. No Brasil, a pesca artesanal é uma atividade produtiva que pode ser encontrada em todas as regiões, tanto no interior como no litoral e representa, segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, 60% da produção de pescado de todo o país. Guardadas as particularidades regionais, a pesca artesanal sobreviveu a diversos ciclos de crescimento econômico. Porém, relatos de pescadores evidenciam que, nos últimos anos, a dificuldade de manter um padrão de vida digno na pesca vem aumentando consideravelmente. A atividade interage com as modalidades de uso dos espaços litorâneos e dos recursos hídricos, em geral, marcadas pela expansão da atividade turística e industrial e pela discussão de privatização e remodelamento dos organismos de gestão das águas e de controle e gestão na cadeia produtiva da pesca. Vale ressaltar que as estratégias políticas historicamente adotadas no Brasil pautaram-se por um modelo “desenvolvimentista” focado no crescimento econômico acelerado, cujos maiores beneficiados são os grandes grupos econômicos. Neste cenário, o meio ambiente é tido como mero recurso a ser explorado, e os modos de vida tradicionais não são valorizados. Nos últimos anos, a necessidade de superação das crises econômicas acirrou, ainda mais, a concorrência e a demanda de exploração e controle dos recursos naturais pelos oligopólios dos vários setores econômicos: petróleo e gás, mineração, hidroelétricas, agronegócios, pesca industrial, entre outros. O crescimento das atividades nesses setores tem gerado impactos socioambientais que comprometem as diversas formas de vida nos territórios da pesca artesanal. Por sua vez, as ações das políticas locais em apoio à pesca em geral atendem a nichos de mercados monopolizados que acabam por beneficiar os chamados “atravessadores” ou as grandes indústrias pesqueiras. Diante deste quadro, o pescador tradicional consegue manter-se nos limites de subsistência incorporando, cada vez mais, as fileiras das populações empobrecidas e sem identidade. O território aqui é concebido como espaço social produzido, seja no que se refere às delimitações físicas, seja no que diz respeito à construção das relações sociais de poder e de suas representações simbólicas. Destacam-se as especificidades e particularidades no modo de vida dos pescadores artesanais que interagem nos processos de construção da identidade socioterritorial. A menção às dinâmicas territoriais no título deste artigo refere-se à polissemia no emprego do conceito de território, às mudanças na i 2011 artículo científico 1646-8872 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388340133004 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3883 Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management application/pdf Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management (Portugal) Num.2 Vol.11 |
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