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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos
2011
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388340135010 |
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Table of Contents:
- Percepção dos Pescadores quanto ao estabelecimento do Período de Defeso da Pesca de Arrasto para a Região de Ilhéus (Bahia, Brasil) Ricardo O’Reilly Vasques Erminda da Conceição Guerreiro Couto Ciencias de la Tierra Percepção costa sul baiana período de defeso pesca camaroneira fauna acompanhante Os recursos aquáticos foram vistos, no passado, como uma fonte ilimitada de alimento e geração de empregos. No entanto, o desenvolvimento da dinâmica das pescarias mostrou que estes recursos são renováveis, mas não infinitos, e que necessitam de um gerenciamento adequado para a manutenção de um nível sustentável para uma população mundial em constante crescimento. O ordenamento pesqueiro é o conjunto de normas e ações que permite administrar a atividade pesqueira com base no conhecimento dos seus diversos componentes. No que se refere à pesca do camarão a principal medida é o período de defeso. No entanto, estas medidas são elaboradas por técnicos vinculados ao poder público e por pesquisadores de instituições públicas e universidades, não sendo levado em consideração o conhecimento tradicional, dentro do qual se inserem informações sobre o comportamento das espécies, sua taxonomia e classificação de espécies e habitat. A inserção destes atores na implementação de medidas legais poderia fornecer uma base de informações cruciais para o manejo dos recursos pesqueiros locais. O objetivo deste trabalho foi analisar a percepção dos pescadores profissionais na zona norte de Ilhéus (Bahia, Brasil), quanto às medidas de ordenamento pesqueiro e alguns aspectos da prática da pesca camaroneira. Dos 29 pescadores cadastrados na Colônia de Pesca Z-34 doze foram entrevistados (41%). Apesar de concordar quanto à maior efetividade da IN 14 na proteção do camarão sete-barbas em relação às medidas anteriores, 75% dos entrevistados sugeriu que a primeira parte do defeso deveria ser estabelecida entre maio e julho, não devendo ser considerada apenas a biologia do camarão sete-barbas para a definição do período de defeso na região. Embora grande parte da frota pesqueira ilheense seja composta por barcos do tipo “saveiro médio”, cuja espécie alvo é o camarão sete-barbas, o camarão rosa é a espécie alvo das frotas pesqueiras de maior porte. Trabalhos realizados em outros postos de desembarque mostraram que esta espécie foi dominante sobre as demais. Portanto, faz-se necessário avaliar o ciclo de vida do camarão-rosa (Farfantepenaeus spp.) para implantar um defeso que proteja ambas as espécies. A análise dos dados obtidos sugere que tanto o período anterior quanto o atual, propostos para o defeso, ainda não protegem integralmente as espécies alvo. Para 91,7% dos entrevistados as capturas decresceram nos últimos cinco anos. A fauna acompanhante é aproveitada por 83,3% dos pescadores, sendo que os peixes são aproveitados por 90%, os siris por 80% e as lulas por 40%. A região compreendida entre o Porto de Ilhéus e a foz do Rio Almada, conhecida como “Bacia do Espigão” foi indicada, por todos os entrevistados, como a área de reprodução de diversas espécies de pescado, sugerindo-se que a mesma deveria ser delimitada como uma área de exclusão de pesca. Assim, o sucesso para a implantação de medidas de orde 2011 artículo científico 1646-8872 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388340135010 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3883 Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management application/pdf Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management (Portugal) Num.4 Vol.11