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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos
2016
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388347618006 |
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Table of Contents:
- A alimentação artificial como medida de redução do risco em praias suportadas por arribas rochosas na costa do Barlavento (Algarve, Portugal) Sebastião Braz Teixeira Ciencias de la Tierra risco arribas Algarve Portugal Alimentação artificial de praias O turismo baseado no produto “sol e praia” é a principal atividade económica da região do Algarve. Parte considerável das praias da costa do Barlavento corresponde a areais encaixados, acumulados no recorte irregular de arribas (falésias) rochosas cortadas em calcarenitos do Miocénico. A utilização balnear de praias suportadas por arribas determina a existência de perigo para os seus utentes (usuários) dado que uma fração do areal se acumula em faixas potencialmente atingidas pelos detritos de eventual desmoronamento das arribas. A alimentação artificial de praias é uma das possíveis intervenções de mitigação do perigo para os utentes das praias suportadas por arribas rochosas na medida em que diminui a frequência da incidência direta das ondas na base das arribas e, aumentando a área de areal, fomenta o afastamento dos utentes do sopé das arribas. Com o propósito de reduzir o risco associado à geodinâmica das arribas foi executada alimentação artificial em seis praias encaixadas no Barlavento, em 2014 (Carvoeiro, Benagil, Nova, Cova Redonda, Castelo e Coelha). No presente artigo apresentam-se os resultados da variação da ocupação anual dos areais de duas praias (Nova e Cova Redonda) repartida pelas áreas dentro e fora das faixas de perigo das arribas ao longo da década 2006-2016. Os dados da ocupação foram obtidos através de contagens executadas ao longo de todo o ano, sem qualquer distinção etária, no período antes e após a intervenção de alimentação artificial. Os resultados atestam inequi - vocamente a reação natural dos utentes ao enchimento da praia, traduzido na migração natural da ocupação no sentido do plano de água, resultando no afastamento das áreas do areal contidas nas faixas de perigo das arribas. Na sequência da intervenção, a ocupação das faixas de perigo elevado e moderado reduziu muito significativamente, de 92% para 17% na praia Nova e de 44% para 12% na praia da Cova Redonda. Os resultados mostram que a intervenção de alimentação artificial executada nas praias Nova e Cova Redonda, em 2014, produziu redução muito significativa da ocupação das faixas de perigo em ambas as praias e o incremento para o quadruplo da ocupação no caso da praia Nova. Os resultados evidenciam a eficácia da opção de alimentação artificial como medida de redução do risco e a adequação deste tipo de opção numa região como o Algarve, muito dependente do turismo centrado na utilização do recurso praia. 2016 artículo científico 1646-8872 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=388347618006 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=3883 Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management application/pdf Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos Revista de Gestão Costeira Integrada - Journal of Integrated Coastal Zone Management (Portugal) Num.3 Vol.16