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| Main Author: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Language: | pt |
| Published: |
Universidade de São Paulo
2008
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| Subjects: | |
| Online Access: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=405641269006 |
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Table of Contents:
- Fronteiras da desordem: saber e ofício nas experiências de Hélio Oiticica no Morro da Mangueira e de Carlos Nelson Ferreira dos Santos em Brás de Pina Magaly Marques Pulhez Lengua y Literatura arquitetura Hélio Oiticica cultura popular artes plásticas Carlos Nelson Ferreira dos Santos A partir de duas experiências que apontam revisões de fronteiras entre saberes especializados e populares, este texto ensaia uma abordagem ampliada de temas relacionados às opções intelectuais no Brasil dos anos 1960. As vivências de Hélio Oiticica, artista plástico, no Morro da Mangueira e a de Carlos Nelson Ferreira dos Santos, arquiteto, na favela Brás de Pina, no Rio de Janeiro desse período, embora constituam-se como experiências de natureza de fato distintas, apresentam conteúdos que, afastados dos usuais cortes marxistas ou político-partidários da época, funcionaram, num dado momento, como uma estratégia de rein venção e de transgressão dos próprios repertórios através dos quais usualmente operavam seus pares, fundando novos olhares sobre as formas de organização popular, trazendo o princípio da alteridade como o princípio mesmo da existência de seus ofícios. Suas contribuições à discussão sobre a constituição de novas instituições possíveis para novas práticas possíveis para novos sujeitos possíveis podem ser reconhecidas, nesse sentido, como potenciais exercícios de alargamento e redimen sionamento dos territórios dos saberes e discursos que processualmente se constroem acerca da sociabilidade urbana, suas formas de manifestação cultural, seus conflitos e traduções simbólicas e espaciais. Palavras-chave Hélio Oiticica, Carlos Nelson Ferreira dos Santos, cultura popular, artes plásticas, arquiteturaA partir de duas experiências que apontam revisões de fronteiras entre saberes especializados e populares, este texto ensaia uma abordagem ampliada de temas relacionados às opções intelectuais no Brasil dos anos 1960. As vivências de Hélio Oiticica, artista plástico, no Morro da Mangueira e a de Carlos Nelson Ferreira dos Santos, arquiteto, na favela Brás de Pina, no Rio de Janeiro desse período, embora constituam-se como experiências de natureza de fato distintas, apresentam conteúdos que, afastados dos usuais cortes marxistas ou político-partidários da época, funcionaram, num dado momento, como uma estratégia de rein venção e de transgressão dos próprios repertórios através dos quais usualmente operavam seus pares, fundando novos olhares sobre as formas de organização popular, trazendo o princípio da alteridade como o princípio mesmo da existência de seus ofícios. Suas contribuições à discussão sobre a constituição de novas instituições possíveis para novas práticas possíveis para novos sujeitos possíveis podem ser reconhecidas, nesse sentido, como potenciais exercícios de alargamento e redimen sionamento dos territórios dos saberes e discursos que processualmente se constroem acerca da sociabilidade urbana, suas formas de manifestação cultural, seus conflitos e traduções simbólicas e espaciais. 2008 artículo científico 0020-3874 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=405641269006 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=4056 Revista do Instituto de Estudos Brasileiros application/pdf Universidade de São Paulo Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (Brasil) Num.47