PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS: COMO CONCILIAR USO RACIONAL E A PERMANENTE NECESSIDADE DE EXPANDIR MERCADO?

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Auteur principal: Álvaro Nascimento
Format: Artículo científico
Langue:pt
Publié: Fundação Oswaldo Cruz 2007
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author Álvaro Nascimento
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contents PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS: COMO CONCILIAR USO RACIONAL E A PERMANENTE NECESSIDADE DE EXPANDIR MERCADO? Álvaro Nascimento Educación mídia regulação Medicamento ética na propaganda vigilância sanitária A indústria farmacêutica, agências de publicidade, empresas de comunicação e o comércio varejista têm implementado uma intensa estratégia de marketing com vistas a elevar o consumo de medicamentos. A revolução científica e tecnológica, por sua vez, altera o padrão de enfrentamento terapêutico de doenças e seu impacto no setor saúde faz surgir o fenômeno da medicalização e da lógica de que estes bens e serviços devam ser considerados mercadorias como as demais. Esta realidade impõe um desafio: na utilização de medicamentos, até onde prevalece a exigência terapêutica estritamente voltada para o controle de enfermidades e começa a pressão mercadológica a estimular o seu consumo? A exploração do valor simbólico do medicamento pela grande mídia passa a representar um poderoso instrumento de indução de hábitos para elevar seu consumo. A magnitude do problema levou a que o Estado há muito busque regular a propaganda de medicamentos por meio de leis, decretos e códigos, que vêm sendo desrespeitados ao longo do tempo. Em 30 de novembro de 2000, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 102, tentando novamente impor limites ao setor. Para além de um maior esforço fiscalizador, este trabalho discute o próprio modelo regulador adotado, que não tem conseguido alcançar o objetivo a que se propõe. 2007 artículo científico 1678-1007 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=406757018002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=4067 Trabalho, Educação e Saúde application/pdf Fundação Oswaldo Cruz Trabalho, Educação e Saúde (Brasil) Num.2 Vol.5
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PROPAGANDA DE MEDICAMENTOS: COMO CONCILIAR USO RACIONAL E A PERMANENTE NECESSIDADE DE EXPANDIR MERCADO? Álvaro Nascimento Educación mídia regulação Medicamento ética na propaganda vigilância sanitária A indústria farmacêutica, agências de publicidade, empresas de comunicação e o comércio varejista têm implementado uma intensa estratégia de marketing com vistas a elevar o consumo de medicamentos. A revolução científica e tecnológica, por sua vez, altera o padrão de enfrentamento terapêutico de doenças e seu impacto no setor saúde faz surgir o fenômeno da medicalização e da lógica de que estes bens e serviços devam ser considerados mercadorias como as demais. Esta realidade impõe um desafio: na utilização de medicamentos, até onde prevalece a exigência terapêutica estritamente voltada para o controle de enfermidades e começa a pressão mercadológica a estimular o seu consumo? A exploração do valor simbólico do medicamento pela grande mídia passa a representar um poderoso instrumento de indução de hábitos para elevar seu consumo. A magnitude do problema levou a que o Estado há muito busque regular a propaganda de medicamentos por meio de leis, decretos e códigos, que vêm sendo desrespeitados ao longo do tempo. Em 30 de novembro de 2000, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 102, tentando novamente impor limites ao setor. Para além de um maior esforço fiscalizador, este trabalho discute o próprio modelo regulador adotado, que não tem conseguido alcançar o objetivo a que se propõe. 2007 artículo científico 1678-1007 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=406757018002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=4067 Trabalho, Educação e Saúde application/pdf Fundação Oswaldo Cruz Trabalho, Educação e Saúde (Brasil) Num.2 Vol.5
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