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Bibliographic Details
Main Author: Isabela Cristina Alves Araújo
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade do Estado do Rio de Janeiro 2021
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=41275394006
https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/
https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/html/
https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/41275394006.epub
https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/movil
https://doi.org/10.12957/irei.2021.60650
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Table of Contents:
  • Aprendendo a ser mulher no cárcere Isabela Cristina Alves Araújo Luana Hordones Chaves Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Prisão apéis de gênero encarceramento feminino As prisões femininas nascem no Brasil com o objetivo de readequar as mulheres dentro das expectativas dos tradicionais papéis sociais de gênero a elas designados. E isso significa que, devido às diferenças biológicas, há posições distintas para homens e mulheres ocuparem na sociedade. Às mulheres, segundo os padrões construídos tradicionalmente, caberiam as funções domésticas e o trabalho relacionado ao cuidado. Se essa realidade era visível no início da história das instituições prisionais direcionadas exclusivamente às mulheres, na década de 30, observamos que as unidades atuais não se distanciam substantivamente desses objetivos. Muros rosas, necessidade do aprendizado do trabalho doméstico, idealização da maternidade e promoção dos “dias de beleza”, dentre outros discursos como do “amor bandido”, são ainda recorrentes e valorizados no cárcere feminino. Com o propósito de abordar as expectativas dos papéis de gênero no sistema de justiça criminal, neste trabalho analisamos os resultados qualitativos e quantitativos de uma pesquisa realizada durante os anos de 2017 e 2018 nas duas unidades prisionais exclusivamente femininas da Região Metropolitana de Belo Horizonte: o Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade e o Complexo Penitenciário Estevão Pinto. A presente análise se centra nos resultados do survey aplicado às detentas das duas instituições, assim como nas entrevistas com mulheres presas e parte da equipe técnica de cada unidade. Para tanto, abordamos temas relacionados à maternidade, à sexualidade, às relações conjugais, ao cotidiano prisional e, em última instância, ao aprendizado do “ser mulher”. Tratamos, nesse contexto, tanto das trajetórias de mulheres presas e de suas vivências na prisão, como das narrativas que compõem a punição a que estão submetidas no cárcere. Os resultados mostram que os tradicionais papéis de gênero ainda regem, em grande medida, as prisões femininas de Minas Gerais, dado o esforço para enquadrar as mulheres privadas de liberdade nessas expectativas sociais. 2021 artículo científico 1517-6088 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=41275394006 https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/ https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/html/ https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/41275394006.epub https://www.redalyc.org/journal/412/41275394006/movil https://doi.org/10.12957/irei.2021.60650 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=412 Interseções application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Interseções (Brasil) Num.1 Vol.23