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| Auteur principal: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Langue: | pt |
| Publié: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
2020
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| Sujets: | |
| Accès en ligne: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=41276014004 https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/html/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/41276014004.epub https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/movil |
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Table des matières:
- Entre Luzes e Sombras: o Rio de Janeiro dos Megaeventos e a militarização da vida na cidade Lia de Mattos Rocha Jonathan Willian Bazoni da Motta Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Megaeventos Militarização Rio de Janeiro Neste artigo analisamos – tendo o Rio de Janeiro sob o “ciclo dos megaeventos” como cenário – a produção da Cidade Olímpica como um “jogo de luz e sombra”. Por um lado, uma parte da cidade esteve sob os holofotes, recebendo atenção da academia, da imprensa, dos atores políticos institucionais etc. – representada pela Cidade Olímpica. Por aqui, observamos os efeitos da transformação do Rio em uma “cidade de negócios” (marketing city) e, assim, analisamos as imbricações entre esse processo e a expansão do que chamamos de “militarização da vida”, especialmente nas favelas “pacificadas”. Por outro lado, uma importante parte da cidade foi colocada à “sombra” nesse processo: a Zona Oeste. Geralmente descrita sob o signo da ausência (de urbanização, de modernidade), nesta parte da cidade moram quatro entre cada dez cariocas. Apesar disso, ela esteve “apagada” de praticamente todas as representações do Rio no contexto olímpico. Utilizando pesquisa de campo realizada em localidades dessa região, bem como a análise de material da imprensa e da bibliografia pertinente, argumentamos que tal apagamento não significa que nada aconteceu na Zona Oeste durante os dez anos que durou o “ciclo dos megaeventos”. Por ali, observou-se, sobretudo, a expansão das milícias, grupos armados majoritariamente compostos por ex-militares. Investigamos, nesse sentido, as variadas formas adotadas pelas milícias na região, bem como os efeitos dessa presença para os moradores. Como conclusão, argumentamos que “luz” e “sombra” se produzem mutuamente no Rio de Janeiro atual, pois representam diferentes regimes territoriais que compõem a cidade. Argumentamos ainda que é fundamental para compreender o “jogo de luz e sombra” a conexão entre megaeventos e militarização, ambos fenômenos mundiais com expressões locais específicas, sendo as milícias uma expressão local da militarização experimentada em escala global. 2020 artículo científico 1517-6088 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=41276014004 https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/html/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/41276014004.epub https://www.redalyc.org/journal/412/41276014004/movil 10.12957/irei.2020.54487 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=412 Interseções application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Interseções (Brasil) Num.2 Vol.22