Crônica de uma crise anunciada: o Brasil paralisado sobre rodas

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1. Verfasser: Gustavo Cruz de Sousa
Format: Artículo científico
Sprache:pt
Veröffentlicht: Universidade do Estado do Rio de Janeiro 2020
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author Gustavo Cruz de Sousa
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contents Crônica de uma crise anunciada: o Brasil paralisado sobre rodas Gustavo Cruz de Sousa Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Mobilização Ethos de posição Ações coletivas conflitivas A greve dos caminhoneiros iniciada em 21 de maio de 2018, também chamada de Crise do Diesel, foi a maior paralisação da categoria em toda a história brasileira, estendendo-se por dez dias consecutivos e levando o Brasil, um país que utiliza majoritariamente a matriz rodoviária para o transporte de cargas, próximo a um colapso no fornecimento de produtos e serviços. Na pauta de reivindicações dos grevistas, figuravam questões como a redução no preço do diesel e o fim da política de reajuste de preços implementada pela Petrobras, que atrelava o preço dos combustíveis à cotação da moeda norte-americana. O presente artigo pretende estudar como os caminhoneiros se mobilizaram e se estruturaram durante o período que antecedeu a greve e durante esta, bem como analisar sua atuação durante todo o conflito. Considerando-se as múltiplas facetas dos atores envolvidos na iniciativa de interromper o transporte de cargas no país — empresários, trabalhadores autônomos e empregados —, será inicialmente feita a identificação de classe, tomando por base a tipologia de classes de Erik Wright, para se compreender efetivamente quem são os caminhoneiros. O conceito de ethos de posição será utilizado, ainda, para se entender de que forma elementos, a exemplo da solidariedade de classe, contribuíram para se chegar a um cenário de conflito. Posteriormente, à luz da Teoria das Ações Coletivas Conflitivas de Guy Bajoit, observados os processos de privação, frustração, mobilização e organização, serão analisadas as ações empreendidas pelos atores societais envolvidos na luta contra os movimentos envidados pelos atores estatais na tentativa de pôr um fim à paralisação. 2020 artículo científico 1517-6088 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=41276279004 https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/html/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/41276279004.epub https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/movil 10.12957/irei.2020.51165 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=412 Interseções application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Interseções (Brasil) Num.1 Vol.22
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Crônica de uma crise anunciada: o Brasil paralisado sobre rodas Gustavo Cruz de Sousa Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Mobilização Ethos de posição Ações coletivas conflitivas A greve dos caminhoneiros iniciada em 21 de maio de 2018, também chamada de Crise do Diesel, foi a maior paralisação da categoria em toda a história brasileira, estendendo-se por dez dias consecutivos e levando o Brasil, um país que utiliza majoritariamente a matriz rodoviária para o transporte de cargas, próximo a um colapso no fornecimento de produtos e serviços. Na pauta de reivindicações dos grevistas, figuravam questões como a redução no preço do diesel e o fim da política de reajuste de preços implementada pela Petrobras, que atrelava o preço dos combustíveis à cotação da moeda norte-americana. O presente artigo pretende estudar como os caminhoneiros se mobilizaram e se estruturaram durante o período que antecedeu a greve e durante esta, bem como analisar sua atuação durante todo o conflito. Considerando-se as múltiplas facetas dos atores envolvidos na iniciativa de interromper o transporte de cargas no país — empresários, trabalhadores autônomos e empregados —, será inicialmente feita a identificação de classe, tomando por base a tipologia de classes de Erik Wright, para se compreender efetivamente quem são os caminhoneiros. O conceito de ethos de posição será utilizado, ainda, para se entender de que forma elementos, a exemplo da solidariedade de classe, contribuíram para se chegar a um cenário de conflito. Posteriormente, à luz da Teoria das Ações Coletivas Conflitivas de Guy Bajoit, observados os processos de privação, frustração, mobilização e organização, serão analisadas as ações empreendidas pelos atores societais envolvidos na luta contra os movimentos envidados pelos atores estatais na tentativa de pôr um fim à paralisação. 2020 artículo científico 1517-6088 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=41276279004 https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/html/ https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/41276279004.epub https://www.redalyc.org/journal/412/41276279004/movil 10.12957/irei.2020.51165 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=412 Interseções application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Interseções (Brasil) Num.1 Vol.22
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