O custo político das desigualdades de gênero e a teoria do capital social

Fuente: Redalyc
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Main Author: Jussara Reis Prá
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade do Vale do Rio dos Sinos 2005
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author Jussara Reis Prá
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contents O custo político das desigualdades de gênero e a teoria do capital social Jussara Reis Prá Educación gênero empoderamento capital social Desigualdades sociais As desigualdades sociais sobressaem hoje entre as principais preocupações em países como o Brasil e em outros da América Latina e do Caribe. Estudos e pesquisas confirmam a prevalência do fenômeno e as percepções do público de que a região figura entre as mais desiguais do mundo. Ao par disso, as desigualdades de gênero tornam-se prioridade na agenda normativa dos governos da região e entre agentes sociais e internacionais. A proposta deste artigo é refletir sobre o custo político dessas desigualdades, tendo em vista a sua intersecção com questões de raça, etnicidade e outras formas de discriminação. Seu objetivo é dimensionar aspectos econômicos, políticos, educacionais e de saúde que configuram a realidade de gênero. A idéia defendida é a de que a permanência desse fenômeno impede o desenvolvimento pleno de países e regiões, visto afetar ao conjunto de suas sociedades. Nesse marco, considera-se o conceito de capital social como alternativa teórica a projetos políticos concentrados em programas voltados à infra-estrutura e ao emprego, sem dar relevo às carências de suas populações ou à necessidade de investimentos combinados em políticas sociais e no empoderamento das mulheres. O assunto é situado teoricamente no âmbito dos estudos feministas e da ciência política. Com base em dados agregados por sexo/gênero, raça/etnia da última década e da atual, o estudo advoga que a realidade vivida pelas brasileiras incrementa os níveis de pobreza e gera instabilidade econômica, social e política. Sustenta-se, com efeito, que a constituição de capital social representa um meio efetivo de conquistar direitos humanos, consolidar relações democráticas entre Estado e Sociedade e reduzir custos políticos gerados por desigualdades de gênero. 2005 artículo científico 2177-6210 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=449644420004 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=4496 Educação Unisinos application/pdf Universidade do Vale do Rio dos Sinos Educação Unisinos (Brasil) Num.2 Vol.9
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O custo político das desigualdades de gênero e a teoria do capital social Jussara Reis Prá Educación gênero empoderamento capital social Desigualdades sociais As desigualdades sociais sobressaem hoje entre as principais preocupações em países como o Brasil e em outros da América Latina e do Caribe. Estudos e pesquisas confirmam a prevalência do fenômeno e as percepções do público de que a região figura entre as mais desiguais do mundo. Ao par disso, as desigualdades de gênero tornam-se prioridade na agenda normativa dos governos da região e entre agentes sociais e internacionais. A proposta deste artigo é refletir sobre o custo político dessas desigualdades, tendo em vista a sua intersecção com questões de raça, etnicidade e outras formas de discriminação. Seu objetivo é dimensionar aspectos econômicos, políticos, educacionais e de saúde que configuram a realidade de gênero. A idéia defendida é a de que a permanência desse fenômeno impede o desenvolvimento pleno de países e regiões, visto afetar ao conjunto de suas sociedades. Nesse marco, considera-se o conceito de capital social como alternativa teórica a projetos políticos concentrados em programas voltados à infra-estrutura e ao emprego, sem dar relevo às carências de suas populações ou à necessidade de investimentos combinados em políticas sociais e no empoderamento das mulheres. O assunto é situado teoricamente no âmbito dos estudos feministas e da ciência política. Com base em dados agregados por sexo/gênero, raça/etnia da última década e da atual, o estudo advoga que a realidade vivida pelas brasileiras incrementa os níveis de pobreza e gera instabilidade econômica, social e política. Sustenta-se, com efeito, que a constituição de capital social representa um meio efetivo de conquistar direitos humanos, consolidar relações democráticas entre Estado e Sociedade e reduzir custos políticos gerados por desigualdades de gênero. 2005 artículo científico 2177-6210 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=449644420004 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=4496 Educação Unisinos application/pdf Universidade do Vale do Rio dos Sinos Educação Unisinos (Brasil) Num.2 Vol.9
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