Novas Configurações da Divisão Sexual do Trabalho

Fuente: Redalyc
Gespeichert in:
Bibliographische Detailangaben
1. Verfasser: Helena Sumiko Hirata
Format: Artículo científico
Sprache:pt
Veröffentlicht: Universidade Tecnológica Federal do Paraná 2010
Schlagworte:
Online-Zugang:
Tags: Tag hinzufügen
Keine Tags, Fügen Sie den ersten Tag hinzu!
_version_ 1876447085136445440
author Helena Sumiko Hirata
author_facet Helena Sumiko Hirata
contents Novas Configurações da Divisão Sexual do Trabalho Helena Sumiko Hirata Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Quando falamos da Divisão Sexual do Trabalho (DST), duas observações prévias são necessárias. A primeira refere-se ao conceito de trabalho, que, no caso da Divisão Sexual do Trabalho, é um conceito ampliado, que inclui o trabalho profissional e doméstico, formal e informal, remunerado e nãoremunerado. Assim, falar de novas configurações DST remete ao universo tanto do trabalho profissional quanto do doméstico, do trabalho assalariado e do gratuito. A segunda observação diz respeito à indissociabilidade entre DST, divisão sexual do saber e divisão sexual do poder. Não se pode discutir a divisão social e sexual do trabalho entre homens e mulheres sem associar essa divisão à repartição do saber e do poder entre os sexos na sociedade e na família. Trata-se aqui do que Nancy Fraser, em um instigante ensaio publicado recentemente pela New Left Review, intitulado Feminism, capitalism and the cunning of History (“Feminismo, capitalismo e a astúcia da história”) (n. 56, 2009), chama de "processos de subordinação mediados pelo mercado". As responsabilidades tradicionais das mulheres pela educação das crianças estruturam mercados de trabalho que são desvantajosos para as mulheres, resultando em um poder desigual no mercado econômico, que, por sua vez, reforça e exacerba o poder desigual na família. Essas relações entre trabalho / família / sociedade, e trabalho / saber / poder, formam um círculo vicioso e não virtuoso. Essas relações são discutidas também por Susan Muller Okin (1989) em “Justiça, gênero e família”, referindo-se a um "ciclo" de vulnerabilidade, claramente assimétrica, provocada socialmente pelo casamento (p. 138, citada por Fraser, 2009, p.115). Neste artigo, são tratados quatro aspectos das novas configurações da DST, entendida neste sentido lato: 1 - Divisão sexual do trabalho profissional e doméstico. 2 - Precarização social e do trabalho. 3 - A expansão do “care” (termo inglês que se refere ao trabalho de cuidado) e das migrações internacionais femininas. 4 - Globalização e DST. 2010 artículo científico 1809-0044 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=496650332002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=4966 Revista Tecnologia e Sociedade application/pdf Universidade Tecnológica Federal do Paraná Revista Tecnologia e Sociedade (Brasil) Num.11 Vol.6
format Artículo científico
id redalyc_496650332002
institution Redalyc
language pt
publishDate 2010
publisher Universidade Tecnológica Federal do Paraná
spellingShingle Novas Configurações da Divisão Sexual do Trabalho
Helena Sumiko Hirata
Multidisciplinarias (Ciencias Sociales)
Novas Configurações da Divisão Sexual do Trabalho Helena Sumiko Hirata Multidisciplinarias (Ciencias Sociales) Quando falamos da Divisão Sexual do Trabalho (DST), duas observações prévias são necessárias. A primeira refere-se ao conceito de trabalho, que, no caso da Divisão Sexual do Trabalho, é um conceito ampliado, que inclui o trabalho profissional e doméstico, formal e informal, remunerado e nãoremunerado. Assim, falar de novas configurações DST remete ao universo tanto do trabalho profissional quanto do doméstico, do trabalho assalariado e do gratuito. A segunda observação diz respeito à indissociabilidade entre DST, divisão sexual do saber e divisão sexual do poder. Não se pode discutir a divisão social e sexual do trabalho entre homens e mulheres sem associar essa divisão à repartição do saber e do poder entre os sexos na sociedade e na família. Trata-se aqui do que Nancy Fraser, em um instigante ensaio publicado recentemente pela New Left Review, intitulado Feminism, capitalism and the cunning of History (“Feminismo, capitalismo e a astúcia da história”) (n. 56, 2009), chama de "processos de subordinação mediados pelo mercado". As responsabilidades tradicionais das mulheres pela educação das crianças estruturam mercados de trabalho que são desvantajosos para as mulheres, resultando em um poder desigual no mercado econômico, que, por sua vez, reforça e exacerba o poder desigual na família. Essas relações entre trabalho / família / sociedade, e trabalho / saber / poder, formam um círculo vicioso e não virtuoso. Essas relações são discutidas também por Susan Muller Okin (1989) em “Justiça, gênero e família”, referindo-se a um "ciclo" de vulnerabilidade, claramente assimétrica, provocada socialmente pelo casamento (p. 138, citada por Fraser, 2009, p.115). Neste artigo, são tratados quatro aspectos das novas configurações da DST, entendida neste sentido lato: 1 - Divisão sexual do trabalho profissional e doméstico. 2 - Precarização social e do trabalho. 3 - A expansão do “care” (termo inglês que se refere ao trabalho de cuidado) e das migrações internacionais femininas. 4 - Globalização e DST. 2010 artículo científico 1809-0044 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=496650332002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=4966 Revista Tecnologia e Sociedade application/pdf Universidade Tecnológica Federal do Paraná Revista Tecnologia e Sociedade (Brasil) Num.11 Vol.6
title Novas Configurações da Divisão Sexual do Trabalho
topic Multidisciplinarias (Ciencias Sociales)
url https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=496650332002