FRAGMENTOS DE UM DISCURSO SOBRE A INFÂNCIA
Fuente:
Redalyc
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| Autore principale: | |
|---|---|
| Natura: | Artículo científico |
| Lingua: | pt |
| Pubblicazione: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
2012
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| Soggetti: | |
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| _version_ | 1876449350528270336 |
|---|---|
| author | Julio Groppa Aquino |
| author_facet | Julio Groppa Aquino |
| contents | FRAGMENTOS DE UM DISCURSO SOBRE A INFÂNCIA Julio Groppa Aquino Filosofía Criança Michel Foucault discurso sobre a infância Na companhia de alguns pressupostos teórico - metodológicos foucaultianos , o presente texto ambiciona problematizar os automatismos discursivos contemporâneos reservados à infância, os quais a adornam com a aura de bem - aventurança, consagrando - lhe o papel de sementeira de todas as coisas, e, ao mesmo tempo, perpetram - lhe a pech a de incontinência, corrupção e subalternidade, atentando, assim, contra sua errância, seu ineditismo e, portanto, sua generatividade. O procedimento por nós adotado é o de um entrelaçamento improvável de múltiplas vocalizações sobre a infância. À moda bar thesiana, elegemos um conjunto de fragmentos descontínuos de textos teóricos clássicos, de relatos jornalísticos e de obras literárias; todos eles entremeados ora por bordões afeitos àquilo que é comumente denominado indústria cultural, ora por passagens m arcantes do cancioneiro popular. Juntos, tais fragmentos findam por compor um breve e insólito compêndio de coisas efetivamente ditas não apenas sobre a infância, mas também para ela, quando não em nome dela. A estratégia de composição textual levada a cab o é a da bricolagem de tais enunciados dispersos, com vistas a um embaralhamento das marcas autorais das fontes mobilizadas. Em outras palavras, interessa - nos uma espécie de repetição distorcida, hiperbólica, monstruosa até, de determinadas fulgurações dis cursivas sobre o mundo e a vida infantis, para além ou aquém das fronteiras de seu território enunciativo original. Outrossim, trata - se de atritar tais enunciados e, quiçá, fazê - los curtocircuitar e, no limite, delirar, a fim de que, desse modo, possamos f azer reverberar não apenas os movimentos de repetição aí presentes, mas também suas fissuras, seus possíveis pontos cegos, movediços; pontos de esgotamento; pontos de virada, talvez. Cabe - nos ainda esclarecer que não intencionamos nem descrever, tanto meno s interpretar os conteúdos discursivos que pontilham o ramerrão da infância, mas tão somente trazer à tona, mais uma vez, a engenhosidade circular e reiterativa que os anima. Ao fazê - lo, cumpre - nos atiçar suas nervuras operacionais, desalojando temporariam ente os enunciados de sua pretensão de totalização. Submetidos a um deslocamento forçoso de sua jurisdição enunciativa, tais enunciados, quando flagrados em sua arbitrariedade, sua jactância e, no limite, sua vulnerabilidade, passam, porventura, a funciona r como espelhos de circo, os quais não refletem, não representam, não logram ser emissários da verdade, mas, ao contrário, caricaturizam a imagem daquele que ali se posta em busca de alguma revelação. Tal procedimento justifica - se não pelo usufruto de uma forma pr 2012 artículo científico 2525-5061 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=512051606003 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5120 Childhood & Philosophy application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Childhood & Philosophy (Brasil) Num.15 Vol.8 |
| format | Artículo científico |
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| institution | Redalyc |
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| publishDate | 2012 |
| publisher | Universidade do Estado do Rio de Janeiro |
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