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Bibliographic Details
Main Author: Aimberê Quintiliano
Format: Artículo científico
Language:pt
Published: Universidade do Estado do Rio de Janeiro 2012
Subjects:
Online Access:https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=512051607007
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Table of Contents:
  • Parrêsia e constituição do sujeito: democracia e educação Aimberê Quintiliano Filosofía Educação parresia política subjetividade Nesse artigo investigaremos a constituição do sujeito como descrita por Foucault na Hermenêutica do sujeito e tentaremos relacionar essa constituição com o gesto político que irrompe no cotidiano , afirmando a subjetividade em oposição à cultura ou sociedade vigentes — chamado de Parrêsia em A coragem da Verdade . O ato parrésico , que perturba a ordem social pela afirmação da subjetividade, é um ato de risco, que põe o sujeito na situação limite de u ma afirmação de si contrária ao que se entende geralmente como um ato social e político, no sentido em que ele se liberta das condições locais e culturais para buscar uma realização da mais alta liberdade de expressão e de ação. O sujeito de tal ato, porta nto, se posiciona como sua própria referência, ganhando assim um caráter ao mesmo tempo revelador das aporias de uma civilização e representa tivo de uma humanidade emancipada e livre. A democracia, entendida em seu sentido mais rigoroso, nessa perspectiva, depende da possibilidade da parrêsia , cujo efeito é a abertura de um diálogo entre a sociedade e o sujeito político. A importância de tal fenômeno é imensa quando se trata de pensar a educação e seus efeitos sociais e políticos. A relação entre educação e democracia é a condição para que tenhamos uma democracia verdadeira, na qual o cidadão se insere na coletividade em total liberdade e consciência de sua participação à obra comum. Porém, como sugere a análise de Foucault, essa inserção política e social, que também é uma inserção cultural , dependente da educação, não se manifesta como um processo natural linear decorrente do simples fato de se estar presente na escola ou nos grupos socialmente formados. Ao contrário, é na ruptura, na oposição, na afirmação violenta e irrevogável da subjetividade, contra o que é geralmente admitido, que o sujeito se ergue acima da situação imediata para defender o que ele estima estar além do alcance das regras sociais e das convenções estabelecidas ou das condições históric as. É esse paradoxo, de um sujeito que se realiza contra uma sociedade à qual ele pertence, mas que assim agindo, abre a possibilidade de uma libertação dos seus membros do jugo das instituições que estejam desatualizadas ou corrompidas para que possa se c onstituir, com base nessa abertura, uma nova estrutura social, mais democrática e respeitosa da natureza da humanidade, que nós queremos indicar aqui e se possível compreender melhor. Se a parrêsia tem realmente esse caráter necessário à constituição da de mocracia, como podemos pensá - la no cerne da educação? Como conciliar transmissão de saberes, aprendizagem de regras sociais e costumes, com a possibilidade de uma ação livre e independente dessas mesmas regras? Essas questões se 2012 artículo científico 2525-5061 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=512051607007 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5120 Childhood & Philosophy application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Childhood & Philosophy (Brasil) Num.16 Vol.8