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| 1. Verfasser: | |
|---|---|
| Format: | Artículo científico |
| Sprache: | pt |
| Veröffentlicht: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
2013
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| Schlagworte: | |
| Online-Zugang: | https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=512051608002 |
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Inhaltsangabe:
- O SOL E AS LARANJAS. OU SOBRE O LUGAR ONDE AS CRIANÇAS E A POESIA SE ENCONTRAM Beatriz Fabiana Olarieta Filosofía tempo tempo tempo poesia poesia Ao apresentar a instigante vizinhança entre as palavras de algumas crianças (a partir d o registro que Pedro Bloch faz em seu Dicionário de humor infantil ) e as de um poeta (Pablo Neruda em O l ivro das perguntas ), este ensaio explora a infância como uma dimensão da existência humana que foge tanto da visão cronológica do tempo quanto da lingu agem capturada pela lógica. Ao longo do trabalho mostra - se como tempo e linguagem funcionam como estabilizadores da experiência e como a infância fere a forma de ordenar o mundo que eles habitualmente propiciam. Ao provocar uma desestabilização, ao entrar numa dimensão inaugural , a infância que habita nas crianças (mas não só nelas, nem sequer em todas elas) e na poesia abre uma oportunidade para a criação de novos sentidos e traz a multiplicidade e o movimento que habitam no mundo. Pensar - nos é necessariam ente pensar - nos no tempo. Não há experiência possível fora do tempo. Por sua vez, da forma que entendamos o tempo dependerão as possibilidades ou impossibilidades da nossa experiência. A infância costuma ser considerada como uma etapa de transição que vai constituir o passado do qual nós adultos provimos. Do mesmo modo, é habitual transformá - la em promessa de futuro de nossa espécie. Na busca de uma compreensão que escap a dessa perspectiva, apresenta - se aqui a infância do tempo como um devir que excede os c orpos das crianças e penetra no de um velho poeta . Deleuze permeia essa possibilidade. Por outra parte, nossa experiência também se define na linguagem. As palavras nos ensinarão não só a dizer, mas também a ver, a pensar, a compreender as coisas e a comp reender - nos de um modo particular. Então, quando alguém entra na infância da linguagem (além da idade que tenha), quando brinca com as palavras e as força a dizer coisas novas, brinca com os sentidos do mundo, brinca com o modo que esse mundo é pensado e p ercebido, com o modo ue esse mundo se apresenta e com as possibilidades que temos de agir nele. 2013 artículo científico 2525-5061 https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=512051608002 pt http://www.redalyc.org/revista.oa?id=5120 Childhood & Philosophy application/pdf Universidade do Estado do Rio de Janeiro Childhood & Philosophy (Brasil) Num.17 Vol.9